Tô te explicando pra te confundir; tô te confundindo pra te esclarecer
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
2013
Uma musiquinha para começar o ano a sorrir e com essa mirada de sedutor, impagável ;-)
Que o ano novo venha em boa hora para todos.
Não é tarde nem é cedo - António Zambujo
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Dia de sueto
Depois de de um par de tentativas descartadas num caloroso e longo Domingo de exploraçons sobre rodas e a pé, sobre pedras e entre dunas, chegar ali e nom se banhar just wasn't an option.
E quem iria pensar que o Mar do Norte teria a auga tam quente!

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Como deixara a câmara na casa, pois tivem que apanhar algumha foto de tantas que havia de Holkham Beach por aí polas internets adiante: imagem de Jim (jaytay) baixo licença CC Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0).
quarta-feira, 30 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Vícios

Antes era adicta à cafeína...
pero agora descobrim a canela!
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Mmmmmmmm, chai! Que rico, mamasinha. Nom che é o chai "verdadeiro", digamos, senom de bolsinhas, mas ainda assi, que vicioso é, caramba, de dia, de noite, à merenda, a todas as horas! Isso si, sobre as alegadas propiedades libido-estimulantes da canela nom me fagam comentar, que nom quero ser responsável de desmitificaçons nem desvalorizaçons, que já bastante temos com primas, e nom das que se arrimam precisamente.
sábado, 22 de maio de 2010
Hoy ten miedo de mayo y ten miedo de mí
Acontece que, como depois de cada começo de ano em março, e tras um breve abril, tolos maio, junho, julho e, dependendo, algumha vez agosto, é época de trabalho extra por culpa de terceiros ciclos com vocaçom de eternos e, como cada ano, dizia eu, agarro-me a um estilo ou a algum artista em particular que me acompanha nas minhas longas horas de noctívaga. Todos os anos a mesma história. Nom deixa de ser umha mania terrível porque depois, mais adiante, cada vez que certa música, timbre de voz ou ritmo tropical me passa por diante, trai a remolque o cérebro embotado, o peso dos dias, os termos, o tema em questom e toda a tropa da sensaçons associadas, mal raio partira o Pavlov...
Ademais disso tudo, é maio* e, apesar de ou sobre tudo por estar eu a ponto de regresso e porque isto nom é a França, também porque som eu a estranhar tanto, tanto, a pensar tanto, tanto e a distinguir cada vez menos ao longe a incerteza dos passos que hei-de dar. Por nom falar do que falta por cantar.
Carta a Francia - Fernando Delgadillo
_________________
*A música que menciona o maio e que dá título ao post foi a primeira que me fixerom conhecer deste home, já choveu, e nom podo evitar deixá-la caír por aqui, porque nom me canso de ouvi-la. Neste momento, poderia ter umha lista de reproduçom com só 3 ou 4 cançons umha vez e outra vez e umha vez e outra vez e tam feliz e estremecida. O que me fai duvidar é se som as cançons as que se me adaptam às cousas que me passam ou eu que depois de escutá-las começo a ver o que me interessa. Por nom falar do que me estám a prestar as músicas estas sem estribilho, com a paradoxal necessidade que eu tenho (e todos temos, atreveria-me a acrescentar) de rotinas onde me apoiar. Nom sei, nom sei, será o dormir pouco, a dispersom intelectual, o sol, o sol de maio, as hormonas, as vitaminas, a idade, será "ai, que raio de LQB..." mas este ano tocou ficar adicta às "lamechices", como quem diz, que se lhe vai fazer, e aos cantores simpáticos e com acento mexicano.
Ademais disso tudo, é maio* e, apesar de ou sobre tudo por estar eu a ponto de regresso e porque isto nom é a França, também porque som eu a estranhar tanto, tanto, a pensar tanto, tanto e a distinguir cada vez menos ao longe a incerteza dos passos que hei-de dar. Por nom falar do que falta por cantar.
Carta a Francia - Fernando Delgadillo
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*A música que menciona o maio e que dá título ao post foi a primeira que me fixerom conhecer deste home, já choveu, e nom podo evitar deixá-la caír por aqui, porque nom me canso de ouvi-la. Neste momento, poderia ter umha lista de reproduçom com só 3 ou 4 cançons umha vez e outra vez e umha vez e outra vez e tam feliz e estremecida. O que me fai duvidar é se som as cançons as que se me adaptam às cousas que me passam ou eu que depois de escutá-las começo a ver o que me interessa. Por nom falar do que me estám a prestar as músicas estas sem estribilho, com a paradoxal necessidade que eu tenho (e todos temos, atreveria-me a acrescentar) de rotinas onde me apoiar. Nom sei, nom sei, será o dormir pouco, a dispersom intelectual, o sol, o sol de maio, as hormonas, as vitaminas, a idade, será "ai, que raio de LQB..." mas este ano tocou ficar adicta às "lamechices", como quem diz, que se lhe vai fazer, e aos cantores simpáticos e com acento mexicano.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Fazer jus a
Mas devido a que a rede demonstra ser digna desse nome, aqui ando ainda sem ter posto o pé fora, só para deixar cair o Abstruse Goose, um destes maravilhosos e altamente recomendáveis webcomics.

But remember, learn happiness.
But remember, learn happiness.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
It was the lark, bichito, no nightingale
No es fácil injertarse en ti, ísima mía.
Me doy cuenta de que fue risa y no tos
lo que te dije, y debo despensar las cosas
que puse en tu silencio, y salir de tus bocas de
y dejarte, mitad sola, gastada por mis vellos.
Es el día consuetudinario, conozco su censura.
Se diría que el agua usada del llanto desbordara
de anteojos, baúles, bodegas, por mi culpa,
que todas las guerras que pacen amarradas
se fueran galopando a comer, solo porque
me olvidé de sufrir anoche, y fuera el centinela,
o me hubiera ido a volver, descuidando la tierra.
No es fácil ser feliz: primero, no nos dejan
y, quién sabe, será también la falta de costumbre
o tal vez haya que aprender, pero cómo, desterrado.
Metí amor en esa habitación de cejijunto,
en esta sólida soledad que debo hacer a un lado
pues no cabemos ya los dos al mismo tiempo,
mas parece que hubiera que aguantar toda la vida,
hacer cola en el mundo, esperar que los demás
pasen primero a casarse o comer o a sus negocios,
para empezar a vivir sin sentirse culpable,
conmutándome a tu lado la pena de durar.
De Jorge Enrique Adoum, "Yo me fui con tu nombre por la tierra", 1964
Pequeña serenata diurna - Silvio Rodríguez
Cousas que um descobre por casualidades da vida, que guarda e que um dia redescobre vindo terrivelmente ao caso. Conhecim este poeta no homework de uma das minhas companheiras de pisos e achei maravilha. Depois investiguei e continuei achando. E por isso partilho. Para que nos passe a falta de costume da felicidade, entre estas e mais cousas (esses três versos do meio som sublimes).
No es fácil injertarse en ti, ísima mía.
Me doy cuenta de que fue risa y no tos
lo que te dije, y debo despensar las cosas
que puse en tu silencio, y salir de tus bocas de
y dejarte, mitad sola, gastada por mis vellos.
Es el día consuetudinario, conozco su censura.
Se diría que el agua usada del llanto desbordara
de anteojos, baúles, bodegas, por mi culpa,
que todas las guerras que pacen amarradas
se fueran galopando a comer, solo porque
me olvidé de sufrir anoche, y fuera el centinela,
o me hubiera ido a volver, descuidando la tierra.
No es fácil ser feliz: primero, no nos dejan
y, quién sabe, será también la falta de costumbre
o tal vez haya que aprender, pero cómo, desterrado.
Metí amor en esa habitación de cejijunto,
en esta sólida soledad que debo hacer a un lado
pues no cabemos ya los dos al mismo tiempo,
mas parece que hubiera que aguantar toda la vida,
hacer cola en el mundo, esperar que los demás
pasen primero a casarse o comer o a sus negocios,
para empezar a vivir sin sentirse culpable,
conmutándome a tu lado la pena de durar.
De Jorge Enrique Adoum, "Yo me fui con tu nombre por la tierra", 1964
Pequeña serenata diurna - Silvio Rodríguez
Cousas que um descobre por casualidades da vida, que guarda e que um dia redescobre vindo terrivelmente ao caso. Conhecim este poeta no homework de uma das minhas companheiras de pisos e achei maravilha. Depois investiguei e continuei achando. E por isso partilho. Para que nos passe a falta de costume da felicidade, entre estas e mais cousas (esses três versos do meio som sublimes).
sexta-feira, 25 de abril de 2008
sábado, 15 de março de 2008
Isto de viver no borbulhante centro cultural do país só me fai sentir cada vez mais idiota (e já vinha do sul com umha boa bagagem, nom pensem!).
Menos mal que nos quedam as colónias de ultramar.
Menos mal que nos quedam as colónias de ultramar.
Hay que ser realmente idiota para...
Y así estoy deslumbrado y tan contento que cuando llega el intervalo me levanto entusiasmado y sigo aplaudiendo a los actores, y le digo a mi mujer que los mimos checos son una maravilla y que la escena en que el pescador echa el anzuelo y se ve avanzar un pez fosforescente a media altura es absolutamente inaudita. Mi mujer también se ha divertido y ha aplaudido, pero de pronto me doy cuenta (ese instante tiene algo de herida, de agujero ronco y húmedo) que su diversión y sus aplausos no han sido como los míos, y además casi siempre hay con nosotros algún amigo que también se ha divertido y ha aplaudido pero nunca como yo, y también me doy cuenta de que está diciendo con suma sensatez e inteligencia que el espectáculo es bonito y que los actores no son malos, pero que desde luego no hay gran originalidad en las ideas, sin contar que los colores de los trajes son mediocres y la puesta en escena bastante adocenada y cosas y cosas. Cuando mi mujer o mi amigo dicen eso -lo dicen amablemente, sin ninguna agresividad- yo comprendo que soy idiota, pero lo malo es que uno se ha olvidado cada vez que lo maravilla algo que pasa, de modo que la caída repentina en la idiotez le llega como al corcho que se ha pasado años en el sótano acompañando al vino de la botella y de golpe plop y un tirón y ya no es más que corcho. Me gustaría defender a los mimos checos o a los bailarines tailandeses, porque me han parecido admirables y he sido tan feliz con ellos que las palabras inteligentes y sensatas de mis amigos o de mi mujer me duelen como por debajo de las uñas, y eso que comprendo perfectamente cuánta razón tienen y cómo el espectáculo no ha de ser tan bueno como a mí me parecía (pero en realidad a mí no me parecía que fuese bueno ni malo ni nada, sencillamente estaba transportado por lo que ocurría como idiota que soy, y me bastaba para salirme y andar por ahí donde me gusta andar cada vez que puedo, y puedo tan poco). Y jamás se me ocurriría discutir con mi mujer o con mis amigos porque sé que tienen razón y que en realidad han hecho muy bien en no dejarse ganar por el entusiasmo, puesto que los placeres de la inteligencia y la sensibilidad deben nacer de un juicio ponderado y sobre todo de una actitud comparativa, basarse como dijo Epicteto en lo que ya se conoce para juzgar lo que se acaba de conocer, pues eso y no otra cosa es la cultura y la sofrosine. De ninguna manera pretendo discutir con ellos y a lo sumo me limito a alejarme unos metros para no escuchar el resto de las comparaciones y los juicios, mientras trato de retener todavía las últimas imágenes del pez fosforescente que flotaba en mitad del escenario, aunque ahora mi recuerdo se ve inevitablemente modificado por las críticas inteligentísimas que acabo de escuchar y no me queda más remedio que admitir la mediocridad de lo que he visto y que sólo me ha entusiasmado porque acepto cualquier cosa que tenga colores y formas un poco diferentes. Recaigo en la conciencia de que soy idiota, de que cualquier cosa basta para alegrarme de la cuadriculada vida, y entonces el recuerdo de lo que he amado y gozado esa noche se enturbia y se vuelve cómplice, la obra de otros idiotas que han estado pescando o bailando mal, con trajes y coreografías mediocres, y casi es un consuelo pero un consuelo siniestro el que seamos tantos los idiotas que esa noche se han dado cita en esa sala para bailar y pescar y aplaudir. Lo peor es que a los dos días abro el diario y leo la crítica del espectáculo, y la crítica coincide casi siempre y hasta con las mismas palabras con lo que tan sensata e inteligentemente han visto y dicho mi mujer o mis amigos. Ahora estoy seguro de que no ser idiota es una de las cosas más importantes para la vida de un hombre, hasta que poco a poco me vaya olvidando, porque lo peor es que al final me olvido, por ejemplo acabo de ver un pato que nadaba en uno de los lagos del Bois de Boulogne, y era de una hermosura tan maravillosa que no pude menos que ponerme en cuclillas junto al lago y quedarme no sé cuánto tiempo mirando su hermosura, la alegría petulante de sus ojos, esa doble línea delicada que corta su pecho en el agua del lago y que se va abriendo hasta perderse en la distancia. Mi entusiasmo no nace solamente del pato, es algo que el pato cuaja de golpe, porque a veces puede ser una hoja seca que se balancea en el borde de un banco, o una grúa anaranjada, enormísima y delicada contra el cielo azul de la tarde, o el olor de un vagón de tren cuando uno entra y se tiene un billete para un viaje de tantas horas y todo va a ir sucediendo prodigiosamente, las estaciones, el sándwich de jamón, los botones para encender o apagar la luz (una blanca y otra violeta), la ventilación regulable, todo eso me parece tan hermoso y casi tan imposible que tenerlo ahí a mi alcance me llena de una especie de sauce interior, de una verde lluvia de delicia que no debería terminar más. Pero muchos me han dicho que mi entusiasmo es una prueba de inmadurez (quieren decir que soy idiota, pero eligen las palabras) y que no es posible entusiasmarse así por una tela de araña que brilla al sol, puesto que si uno incurre en semejantes excesos por una tela de araña llena de rocío, ¿qué va a dejar para la noche en que den King Lear? A mí eso me sorprende un poco, porque en realidad el entusiasmo no es una cosa que se gaste cuando uno es realmente idiota, se gasta cuando uno es inteligente y tiene sentido de los valores y de la historicidad de las cosas, y por eso aunque yo corra de un lado a otro del Bois de Boulogne para ver mejor el pato, eso no me impedirá esa misma noche dar enormes saltos de entusiasmo si me gusta como canta Fischer Dieskau. Ahora que lo pienso la idiotez debe ser eso: poder entusiasmarse todo el tiempo por cualquier cosa que a uno le guste, sin que un dibujito en una pared tenga que verse menoscabado por el recuerdo de los frescos de Giotto en Padua. La idiotez debe ser una especie de presencia y recomienzo constante: ahora me gusta esta piedrita amarilla, ahora me gusta L'année dernière à Marienbad, ahora me gustas tú, ratita, ahora me gusta esa increíble locomotora bufando en la Gare de Lyon, ahora me gusta ese cartel arrancado y sucio. Ahora me gusta, me gusta tanto, ahora soy yo, reincidentemente yo, el idiota perfecto en su idiotez que no sabe que es idiota y goza perdido en su goce, hasta que la primera frase inteligente lo devuelva a la conciencia de su idiotez y lo haga buscar presuroso un cigarrillo con manos torpes, mirando al suelo, comprendiendo y a veces aceptando porque también un idiota tiene que vivir, claro que hasta otro pato u otro cartel, y así siempre.
Cortázar, Julio. La vuelta al día en ochenta mundos.
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