segunda-feira, 22 de março de 2010

Actas, notas y diligencias


1. Onde vai que cortei por ultima vez o cabelo. Agora medrou, mádia leva, que tamém é o único que tem para fazer e está nesse estado no que parece que foi cortado à machada. E ainda assi queda-me divinamente, oye.

2. Já sei que parece que estou sempre co mesmo, que mona estou e que estupenda, mas que querem, estou contenta e necessito proclama-lo para próprio solaz e, óbvio, invejas de outrem.

3. Mover os móveis de vez em quando é umha necessidade, umha renovaçom, umha apropriaçom do espaço. E tam reconfortante!

4. Esperem que agora toca pôr-se sonhadora: hai umha cousa mágica nas aplicaçons do google (ao menos que eu saiba no gmail e no reader, como se a reader nom fosse la que viste y calza, vai-che boa) que é o de estrelar os posts ou elementos de que gostas. Ao menos eu nom paro de conceder estrelinhas aí alegremente a textos ou imagens que me tocam; e do que mais gosto é de pensar que existe a possibilidade de encontrar-me aí toda constelada quando chegue o dia em que os revise. E mesmo que nom os revise nunca, reconforta-me a ideia de que essa restra de estrelinhas pixeladas formada polas cousas de que gosto som eu.

5. Enfim, pouca visom comercial a minha, que já se sabe que a alegria nom vende, mas ainda assi estou atenta à minha cabeça e sei que tenho que cortar as pontas porque estám começando a colher um aspecto palheiro palheiro.

[Imagem]

quinta-feira, 11 de março de 2010

10 cheiros


Vejo na Selva um arómatico meme de 10 cheiros e animo-me. Mais que nada por aquilo de lhe ir tirando o pó aqui ao bloguio.
  1. Os produtos de fregar o chao com cheiro a pino ou limom ou cousas dessas.
  2. Madeira.
  3. Café.
  4. As padarias; especialmente cedo pola manhanzinha.
  5. Protector solar.
  6. Churrascada.
  7. Canela.
  8. Limom.
  9. As plantas: hortelam; manjerico; herba luisa, quanto tempo...
  10. E já o deixo por aqui.
Carai, foi bastante bastante difícil. Que pouco uso o nariz! Conscientemente, polo menos...

[Imagem]
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É fantástico é o poder de evocaçom que tenhem os cheiros, non é? E a intensidade com que se associam a momentos, lugares, épocas.

domingo, 7 de março de 2010

C'est vrai ça?























[Labels, do portfolio de Ángel Rivera, via Codice Binario, blog de estonteantes imagens, e outras cousas]

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Sentimo-nos assi? Por quê? Todas? Quando si ou quando nom? Dizem-nos essas cousas? Quem? E que outras cousas? Algumha ideia do equivalente para homes?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Actas, notas y diligencias


1. Passar o ferro? Passar o ferro? Alguém falou em passar o ferro? Se hai cousa que odeie profundamente é passar o aspirador... Prefiro mil vezes varrer... Si yo tuviera una escoba, cuántas cosas barrería...

2. Tenho umha espécie de torticolis só que nom é exactamente no pescoço nem é de dormir, senom dalgum malaventurado movimento ao saír da ducha. Afecta a umha linha que começa com certa suavidade no lado direito pescoço e vai até à beira esquerda da omoplata direita cumha leve inclinaçom e nom tam leve contundência, valha-me a precisom.

3. Misteriosamente desapareceu com ocasiom da sessom de ioga, sem ressentimento apreciável entre estira por aqui, estira por acolá, passa umha perna por riba da cabeça and so on.

4. Se quadra foi um castigo divino por andar entreter as neuras a pensar na terrível carga com que nos gratificou o Criador ao fazer-nos seres rapida e facilmente sujos e cheirosos, instaurando a consequente necessidade de ter que passar polo trem de lavado com insidiosa frequência (por nom falar da trapalhada essa da cultura, a sociedade, as convençons...). Por que, vamos ver, já pensou alguém no tempo que se perde com tanto ispa-se-molhe-se-enxaboe-se-enxaugue-se-seque-se-vista-se?

5. Qualquer desculpa é boa para aliterar-se!

6. E nom me venham com histórias, que é um prazer a ducha pola manha, que se depois de suar, que tumba e dá-lhe. Quem pode realmente gostar disso? Os nenos, filhos de dios e testigos do demo, odeiam banhar-se. E com razom. É que hai alguém que aguente com gosto o fatídico momento de pechar a bilha e ficar molhado como um pito à mercê das correntes de ar e em pelotillas inda por riba?

7. A propósito, nom sei se será da idade, que nos vamos consentindo cada vez mais, sem tempo nom era, mas o certo é que eu cada dia vejo-me mais mona, chico.

8. E antes de dizerem que nom som bem guiada, lembrem que os tolos e os nenos, outra vez, som os que dizem as verdades.

9. A falsa torticolis voltou depois do ioga. Nom me fagam mirar para a esquerda, moços jeitosos venham de frente ou pola direita.

10. Poida que seja de tanto chá com leite.

11. E nom será da auga?! Calcária que nem o demo, que um dia vou ter que declarar o escorredor zona de interesse geológico em vista das estalactites que se formam nas colheres assi que me distraio, caramba.

[Imagem]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ioga

Hai algumha cousa nisto de sentir-se como se acabaram de malhar num como no centeio verde que, chamai-me ignorantinha, nom me acaba de quadrar exactamente com a ideia que eu tinha do ioga...




[Imagem]

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

As colas, as esperas, as presas, madrugar, o stress de ter que voar parece que se esvai quando quase horas depois o aviom finalmente mergulha o nariz no oceano de nuvens acolchado que se perde esponjoso e soalheiro no horizonte. Entom, ai, essa sensaçom de estar a descender no estômago e a Ribeira e o esplendor da Foz do Douro, agora a imensidade do Atlântico e a costa direitinha de Portugal, os coches como Micromachines, umha carpa de circo, a gente pequeninha, mais colas e mais esperas. E daquela tu.



[Imagem do usuario Menta no site arteyfotografia]

domingo, 24 de janeiro de 2010


Às vezes está um tranquilamente (demasiado, se quadra) na sua vida com as suas cousas quotidianas e vam um filme ou um gesto ou um partido de baloncesto ou um filme e um gesto e um partido de baloncesto e metem-nos umha gana estonteante de escrever umha carta directa ao passado.

(Daquela, pensamo-lo umha vez e meia e acabamos vindo ao blog postar qualquer cousa que nos alívie a urgência.)
(Isso e limpar a casa de arriba a abaixo.)








sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Actas, notas y diligencias

1. Parece que ultimamente só dou com histórias de pobres homes, tímidos habitualmente, com umha sorte discutível nas chamadas relaçons com o sexo oposto, que destilam umha misoginia que eu cria superada, é o que tem viver nos mundos de Yupi.
As mulheres, essas criaturas incompreensíveis e inexplicáveis que, segundo os ultimos estudos empíricos, parecem obter um sádico prazer de destroçar as almas e o amor próprio dos incautos que ousam acercar-se a elas, com reverencial respeito, por descontado. Isso considerando que nom o fagam em dias de pre ou plena menstruaçom, porque entom a cousa vai além do plano espiritual e deixam tolheitos e aleijados por onde quer que as femininas entidades passem.
Em realidade, me sopla la polla se é biologica ou geneticamente certo que somos iguais, para mim que todo o mundo é mais igual do que pensa, programaçons culturais à parte, porque ainda que fosse verdade que somos intrinsecamente diferentes, branco e preto, auga e azeite, considero que é muito mais higiênico nom promover a animadversom por amor à arte ou polo amor de deus, haja paciência.

2. Como me repito, porra. Com o simpática que era eu quando era nova, é-che umha pena, que di meu tio. Se quadra é só que ando a mirar demasiadas so-called comédias românticas.

3. Que se foda. Let's just have fun!



Henrietta - The Fratellis

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Actas, notas y diligencias



1. Começar o ano cumha gastroenterite galopante e umha viagem quase-agônica...
2. Agora tentarei pôr em dia as leituras dos blogs de cabeceira, intoleravelmente abandonados.
3. Mimadrinha, tanta cousa por comentar descomentada! Nom que os comentamentos descomentos aqui da sejam grande cousa, grande cousa é a que passa em tanto tempo em que desconectamos!
4. Em realidade, o ano começa em Março e eu começo este falso começo de ano mais arisca antissocial do habitual. Será da idade, da idade dos outros, claro.
5. E as semanas em martes. Nem te cases nem te embarques.
6. O outro dia, já nevou, quando baixava das distantes planícies do aeroporto, no trem, vim umha mulher que eu diria que era modelo, alta, delgada, eram duas em realidade, morena e loira, a morena, digna de quadro de Modigliani.
7. Igual nom era modelo, porque parecia algo mais velha da idade que eu imagino que tenhem as modelos. Iam, isso si, as duas vestidas a lo bohemio-clochard? Será isso que na city chamam trends.
7. A neve é umha merda. Bonita? A bonitura dura-lhe 2 minutos. Está fria, é escorregadia, é incómoda e, sobre tudo, interrompe o curso natural de autobuses e trens. Dura dias e dias e dias.
8. E inda bom foi que desta vez nom se converteu em gelo.
9. Eu nom sei se é por diferentes latitudes espaciais, se se trata de diferentes amplitudes de onda, ou é que a literatura fixo muito mal no mundo e o cinema acabou de montá-la estendendo e estandarizando, visualmente falando, quem sabe, por nom falar da musica, deus santo, da musica! O caso é que falamos distintas línguas. Ninguém me quer consolar e explicar-me que nom, que é social/cultural, de verdade, e que, em realidade, acontece o mesmo quando os pares som XX e XX e XY e XY, que nom me preocupe?
10. Se eu pensava que a neve era má era porque nom tivera o prazer de conhecer a neve a meio derreter...


El dia que me quieras - Instrumental, saxo, nom diz quem é o músico...

[Imagem: Nu vermelho (1917), Modigliani]

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ortografia

I
Desde que dedico eternos minutos a passar o ferro, tenho tempo para pensar. Cheguei à conclusom de que tudo é um problema de ritmo, pace.
Nom fosse o tempo pouco e pouco como pingas em estalactites e o problema seria outra cousa. Mais relaxada, óbvio. Entretanto, ainda bem que se pode ir escrevendo algum tipo de application forms.
II
Já ler e outra cousa. Vale-che para confirmar a sensaçom de segurança inerente aos acentos bem postos ou para adornar a vida, nom fosse o tempo fazendo-a anódina e o deinde philosophari seria umha bagatela.

III
Mais vale tarde que nunca, disque. Assi que de hoje de hai uns dias num ano! Espero que seja bom para todos :)




segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

País tropical


Conhecem aquela teoria dos 6 graus de separaçom?

Na Galiza som 3.
No máximo.


[Imagem]

Confissom




Quem me ia dizer a mim que aos meus anos ia acabar a necessitar buscar em internet como (caralho) fazer a raia dos pantalons...




Ai, mira que como aprenda a cozinhar já vou valer para casar.
Haja paciência...







quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
Cyanide & Happiness @ Explosm.net

sábado, 17 de outubro de 2009



Hoje o único que me falta para estar numha série ou num filme daqueles é umha caixa de kleenex e um bote de gelado de chocolate de 2 litros...





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Tenho uns anacos de caramel shortbread, pero nom é o mesmo...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Actas, notas y diligencias

1. Creio que esta é umha das vezes em que tenho umha desculpa verdadeiramente boa para ter passado anos sem passar por aqui.

2. Algumhas já tinham a exclusiva, mas os outros devem saber que estou acabada de quase aterrar na Pérfida Albion e em processo de assentamento.

3. Se a perfidia é tam boa como o chocolate, chapeau!

4. By the way, é para dar aulas de fiesta y siesta, quem nos verá a mim e à minha escassa paciência entre pequenos e nom tam pequenos hooligans. Gosh...
5. Devido a estas razons latitudinárias e essencialmente administrativas, levo séculos sem me passar polos meus blogs de cabeceira, mas, antes de que me rebente o leitor de feeds, hei de lhe dar um bom repasso.

6. Ai si, o dia que dêe falado sem pronunciar os -r finais vou botar un foguete. Figurativamente falando, claro.

7. Até o verão, como andorinhas e as mini-saias. Vários meses de cups of tea and scones.

8. Contextualmente, nada que ver, mas Caetano é magia e por isso:
London, london - Caetano Veloso

9. While my eyes go looking for flying saucers in the sky...


[Imagem]
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Hai 1 versom de Cibelle que tamém é interessante e soa mui bem, e o vídeo é mais engraçado que o de antes.

domingo, 20 de setembro de 2009

Actas, notas y diligencias (retrospectiva)

1. Ao que parece, segundo comunicaçons cibernéticas que me chegarom no seu momento, o dia 31 de Julho fora o dia do orgasmo. Vou atirar-m... digo... caír no tópico hormonal ou estival que se espera da juventude de hedonista da qual já queria ser eu umha representante tipo e que me perdoem os dias das letras e as línguas pero o dia do orgasmo quero pensar que estaria melhor que fosse todos os dias

2. A revolução segundo Adília Lopes, que eu lia em tempos, explicava-o, ao meu ver, bastante acertadamente:
[...]
Eu quero foder foder
achadamente
se esta revolução
não me deixa
foder até morrer
é porque
não é revolução
nenhuma
a revolução
não se faz
nas praças
nem nos palácios
(essa é a revolução
dos fariseus)
a revolução faz-se na casa de banho
da casa
da escola
do trabalho
a relação entre as pessoas deve ser uma troca
hoje é uma relação de poder (mesmo no foder)
a ceifeira ceifa
contente
[...]

3. Nom porque trabalhasse arréu nem por exaltaçom nacionalista climática do proverbial mal tempo galaico, pero o certo foi que nom me molestou demasiado o verão indeciso e/ou intermitente que tivemos.

4. Em realidade, eu tamém levo uns meses razoável e intermitentemente contente.

5. Tamém é certo que che hai dias dum passivo-agressivo que nom me aguento nem eu.

6. Este ano está a ser um dos anos mais loucos que já tive, partindo já de que nom hai ano que nom seja um pouco louco. E nom é por dar desculpas de mal pagador, mas juntarom-se a fame e as ganas de comer e vaia três pés para um banco: desventuras profissionais com falta de profissionalidade, tribulaçons pessoais, desgraças, amores, alegrias, saúde e grampas, convalecências, férias com mais trabalho e sem sol, incertezas profissionais e com falta de profissionalidade outra vez; estudos, estados e estádios alterados; descobertas de paisagens internas e exteriores. Tudo sem ordem cronológica. Recapitulaçons nunca forom boas.

9. Se nom quedei até a ponta do nabo do trabalho dos topónimos é porque o nabo do que som usufrutuária está até a sua própria ponta doutras tarefas.

10. E agora, sem retrospectiva, agora mesmo, caiu a primeira incerteza, mas vem um mar de mistério atrás dela. Mudança de etapa, estava quase cantado, mas ser foi de uma hora pra outra.

Sorte e azar - Pato Fu

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Coloreando II





Summertime - Billie Holiday


[Imagem de Richard Bee, do projecto Fluffytek]

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Como se tenhem sentido algumhas queixas de que a este verao se lhe caem os colores, pensei que algo havia que fazer para subir-lhos (se também sobem os calores, aí nem pincho nem corto). Antes de que se vaia... ou venha... ou o que raio ande a fazer, e inda que para isso, parece mentira?, haja que recorrer a umha foto a preto e branco.

sábado, 5 de setembro de 2009



Como vem sendo tradicional, o tempora, o mores!, nom podiamos deixar passar o verao sem o post dos mosquitos (por nom falar doutro tipo de bichos). Este ano retrasou-se (o post, entenda-se) igual que se retrasarom os calores, mas chegar, finalmente, chegarom.
Resultado: picadas um pouco mais exóticas do habitual no meu caso. Debaixo dun olho e na man esquerda (concretamente no pulgar e na palma da man!) Por se isto fora pouco, as minhas actividades cinegéticas a altas horas da madrugada resultarom em todas as ocasions absolutamente infrutuosas. Se será da idade (que os anos nom passam em vão e já alá vai outro e mais um mês , e graças a deus!) ou do aparvamento que tenho em riba, já nom saberia dizer. As enruguinhas e os cabelinhos branquichinhos votam pola primeira possibilidade, mas o alegre negrom que tenho no braço após umha veemente colisom contra o pecho da porta quando ia tranquilamente (bom, se quadra nom era tam tranquilamente) polo corredor já se inclina mais pola segunda opçom.
(Muito -inho, -inho, mas horreur!)


[Apropriada imagem daqui]

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nunca me gostou a etimologia. Deve ser porque me parece um hobby que vestem de academicidade, já sabem, com o pucho este que os graduados atiram para o ar nas pelis americanas, as túnicas, e por aí fora. Mas, quem sabe, se cadra o ideal seria que todas as disciplinas foram no fondo um hobby difraçado de seriedade porque afinal tudo vai ficar aqui. Em qualquer caso, a etimologia é como fazer umha colecçom de calendários, moedas ou cromos e deve ser por isso que me irrita, nunca se pode chegar a umha conclusom definitiva! Por isso comecei a aborrecer os topónimos, que parece que nom som ninguém se nom levam aparelhada umha, por peregrina que ela seja, explicaçom sobre a sua milenária origem, e como a vida é umha ristra de contradiçons e incoerências, alá eu me vim eu a dar-lhe a volta a topónimos, exónimos e família para ver que fixerom com eles em certos textos de cujo nome nom quero fazer memória.

Haja pachorra!


Metamorfose ambulante - Raulzito Seixas



[Imagem]

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Coloreando I







Estamos em condições de afirmar que nunca se tenhem demasiados bolsos ou sapatos.
O que hai é demasiado pouco espaço para guardá-los!












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Se o mundo anda descolorido, que dizem por aí, polo menos podem-se buscar maneiras de dar-lhe cor, ou? Eu de momento comecei por comprar uns sapatinhos vermelhos! Por crear ambiente, mais que nada.