quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pêlos

Cada dia tenho mais pelo. Ainda que, bem mirado, com este verao impostor talvez seja umha vantagem evolutiva. Sem contar com que o que torna o frio, torna a calor, assi que daqui a uns meses quando nos estejamos a asar ao sol de Sam Martinho seguro que também me há de valer para dar sombra e fresquinho.E ademais, quem sabe, tal e como estám os tempos é possível que me sirva para lavrar-me umha fulgurante carreira no fabuloso mundo do circo como mulher barbuda e solucionar-me o futuro.
Always look on the bright side of life.

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Que remédio! (por outro lado)

[Imagem de Alicia Borges em ¿Dónde está mi elefante?, baixo licença CC Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported (CC BY-NC-ND 3.0)]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

E-162


Haverá cousa mais divertida com que cozinhar q'a remolacha?







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Collage meu, naturalmente. Impossível escolher só umha foto, essa cor!
Recomenda-se clicar nas imagens para umha experiência de apreciaçom plena.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rabiosa actualidad

Ultimamente, o feito de ler a prensa equivale a um prolongado momento de "nom quero mirar, mas nom podo deixar de mirar" coma esses característicos de certas cenas desagradáveis como operaçons, accidentes, filmes míticos de canibais, desempregos galopantes ou os típicos desmantelamentos dos serviços públicos no meio de flagrantes corrupçoes legais e morais.


Quel horreur ! Je ne veux pas voir ça !

E isso tudo sem sequer chegar à secçom de "Internacional"...
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Talvez o problema nom seja a prensa, mas o mundo. Ou, melhor dizendo, a fracçom de mundo que se nos permite ver.
[Imagem]

domingo, 6 de maio de 2012

Vícios


Antes era adicta à cafeína...


pero agora descobrim a canela!








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Mmmmmmmm, chai! Que rico, mamasinha. Nom che é o chai "verdadeiro", digamos, senom de bolsinhas, mas ainda assi, que vicioso é, caramba, de dia, de noite, à merenda, a todas as horas! Isso si, sobre as alegadas propiedades libido-estimulantes da canela nom me fagam comentar, que nom quero ser responsável de desmitificaçons nem desvalorizaçons, que já bastante temos com primas, e nom das que se arrimam precisamente.

terça-feira, 1 de maio de 2012


Nestas setentrionalidades em que nos encontramos desde a última semana nom para de chover (a anterior nom sei, nom contesto). Nós, claro, já estamos avisados de que, entre outras cousas, a auga de Abril enche o carro e o carril. Mas aqui deve ser raro que até hai perigo de cheias e seique dizem os jornais que foi o mês de Abril que mais choveu desde os últimos... bueno, o de sempre —parece claro que estadista meteorológico deve ser dos ofícios mais solicitados nos últimos tempos.

No entanto, já estamos a primeiro de Maio, continua a chover, falta fai, pola seca, entre outras cousas, e penso que concordarám comigo em que muitos chuços fazem falta!



A cántaros - Pablo Guerrero

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Com sorte, a auga ajuda-nos a espabilar nestes tempos em que um já nom sabe se é melhor ler os jornais ou nom os ler, num delicado equilíbrio entre o desconsolo, a raiva e o espanto, de sobressalto em sobressalto andamos!
Fala-se muito de "desmantelamento" e, em efeito, nom sei vós, mas eu tenho a sensaçom de estarmos dentro de umha casa mentres chegam uns macaquinhos que começam a levar o telhado, as portas, o chao, e nós ali coa boca aberta, "pero... pero... nom pode ser, está a passar isto de verdade?", sem acabar de crer o que está a passar, assistindo ao saqueio paralisados, embargados polo estupor, pasmados, em choque.


[Imagem]

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25





Vampiros - José Afonso


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Passa o tempo mas tudo continua vigente. Para que depois falem em nom-sei-quê trasnochado e se ridiculizem discursos por anacrônicos e antiquados quando ainda nos vamos ver obrigados a desenterrar mosquetons e guilhotinas —metafóricas, mas sem desmerecerem em eficácia.


[Imagem de Coniac Publishing em FreeStockPhotos]

domingo, 8 de abril de 2012

All i oli ou a sorte do principiante

Talvez porque o outro dia me sentia parcialmente optimista ou porque simplesmente quis tentar a minha sorte meteu-se-me na cabeça a ideia de tentar fazer alioli. A mão. Porque a pouca tecnologia que havia disponível em forma de batedora está fora de combate.

Depois de um breve período de documentação pola rede adiante, porque não sabia que quantidades e ingredientes, além dos óbvios, levaria ou que técnica haveria que aplicar, mas intuindo que era deste tipo de preparações mágicas e delicadas como a maionese, o pil-pil, o souffle, que não se sabe se são realmente possíveis ou, polo contrário, se são da natureza dos biosbardos, deparei-me efectivamente com maus agoiros e premonições e truques variados (como engadir ovo) destinados a evitar fracassos estrepitosos.

Como resultado, foi com certa apreensão, poucas esperanças e energia decrescente que comecei a remexer os ingredientes básicos, como o próprio nome indica, no morteiro: um pouco alho e azeite. E sal.

Minutos, horas e dias passavam, dá-lhe que dá-lhe, mas àquilo não se lhe viam pintas. Até que de repente, assim como do nada, funcionou!!!


Não se aprecia na foto, mas o morteiro é pequeníssimo, do tamanho da palma da mão. A quantidade que saiu era mínima ou, melhor dizendo, adequada para experimentar, não fosse ser o demo, e o sabor manifestamente melhorável (demasiado alho e demasiado sal) mas... emulsionou!

Seria só a sorte do principiante, mas, ah, a satisfação da ousadia recompensada não se paga com dinheiro. Agora sim, terei-no que repetir algum dia para ver se foi que aquela vez estavam os planetas alinhados ou se é que realmente se pode fazer.

De todos modos, toda esta longa e accidentada introdução era só para falar do fascínio hipnótico que este tipo de tarefas mecânicas, manuais, repetitivas exercem em quem as realiza. Esse efeito calmante, quase anestésico, proporciona pouco menos que uma espécie encantamento e a necessária tranquilidade mental que tanta falta faz em tempos de tormento e tribulação.

Por outro lado, a magia fisico-química que se produz nos lípidos ou nas proteínas é incrível. Assistir a uma transformação estrutural dessas de primeira mão, nunca melhor dito, resulta-me assombroso.

Como lógica consequência e polo bem da minha, ahem, linha, estou a considerar se deveria conseguir um rosário e começar a rezar a novena, que deve ter um efeito narcótico similar. Tudo seja pola absorvente sensação de relaxação e por preservar a (pouca) saúde mental que ainda resta.

Em definitiva, um torturado prazer em que o pulso se ressinte um pouco, mas prazer que bem vale uma que outra cambra no bracinho —resignado, sempre que seja por uma boa causa.

Para terminar, informar de que hai dous dias estivem a montar nata para morangos. A mão, naturalmente. Podem tirar as suas conclusões.

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Deus bendiga as licenças poéticas!

domingo, 11 de março de 2012

Sangre, sudor y lágrimas


O pior é pensar que os passos atrás podam ser irreversíveis. Que, mesmo no retrocesso mais pequeno, nom vai haver volta atrás. Que o possível caminho de regresso, inúmeras décadas à frente, nom será menos longo, árduo e anguloso que o que traçarom os passos iniciais desde aquele ritualizado maio de 1886.

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O de "podam ser" é porque hoje era o dia ingenuamente optimista da semana.


[Imagem]

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de Março





Light my fire - Eliane Elias

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Tentando contribuir em modesta homenagem a um 8 de Março qualquer. Com uma trilha sonora de ouriçar-se e derreter completamente, mmmm. Que sirva também de desculpa para lhe pôr lume ao que faga falta, que muita falta fai.


[Foto: Couple de Christphoto]

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Espabilar


Parece mentira, a quem lho contes nom cho crê, mas ter tenho mais de dous e de três e de quatro posts listos para publicar desde hai meses. Meses!

Nengumha desculpa é boa, está claro, mas em Novembro quando me parecia que quase começara a encarrilar chegou o resultado das eleiçons, que si, que já se sabia, e ainda assi foi como se me caisse o mundo em riba.

Nessas circunstâncias postar qualquer banalidade das minhas seria quase um ultraje!

Depois as festas e o ano novo, que até Março já se sabe, viagem para aqui, viagem para ali. Que nom hai maneira. Enfim, realmente, mais que durmida, já pareço momificada.

E, total, para quê? Pouco e pouco vai morrendo tudo, nem que seja metaforicamente e nem que nos estivessemos a deslizar de forma indefinida até o outono sem haver primavera que nos valha.


Por pouco - Mundo Livre S/A

[Imagem]

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

E quarenta noites

Pieter Brueghel o Velho, A batalha entre o Carnaval e a Quaresma (1559)

Por diante, quarenta dias de retiro espiritual, meditação, temperança, caridade e penitência. E oração:

Pai nosso, que estais no Céu,
durante esta época de arrependimento,
tende misericórdia de nós.
Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras,
transformai nosso egoísmo em generosidade.
Abri nossos corações à vossa Palavra,
curai nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo.
Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém.

Oração para a Quaresma (via)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Se as cançons falassem


Umha semana mais.

Passa o tempo, eh. As semanas, os quase-meses. Enfim, mas nom era da escorregadia inexorabilidade das horas do que queria falar eu.

Senom da música.

De como a música é umha merda.


Bom, nom a música exactamente, mas o seu poder de evocaçom. Bem sabemos que, do mesmo jeito que os cheiros que nos transportam a outros lugares e momentos, as músicas também trazem lembranças associadas, desde simples instantes a, sobretudo, completos enredos. E nom é preciso dizer o quanto detestável pode chegar a ser essa qualidade em ambas as duas sensaçons.

Bom, nom detestável exactamente, mas incômoda, como um guisante debaixo do colchom. E também frustrante! Estamos um dia qualquer tranquilamente a escutar a rádio e de repente soa umha cançom genial, que nos encanta. E nesse momento, com aleivosa simultaneidade, como quem nom quer a cousa, atopamo-nos de volta nesta, naquela ou na outra infausta história de mais alá.

Bom, nom infausta necessariamente, mas embaraçosa e desaprazível, quase ignominiosa e, sem dúvida, inconveniente aos olhos da nossa estoica imagem actual e, por que nom confessá-lo, um tantinho de nada turbadora. Que si, que si, que o passado, erros e pecados incluídos, é o que nos forma e nos fai ser o que somos agora e devemos estar agradecidos, nom nos arrepender e blablablá, o que se queira. Mas, caramba, nestas respeitáveis idades a que chegamos e ainda perseguidos por certos velhos torpes desacertos? Até quando, ó omnipotente e imisericordioso Cronos, até quando? *ehem* ...Creio que me passei de dramatismo, saibam desculpar...

E recuperando a compostura, assi é, enfim, queridos meus, como as músicas perdem a virgindade, digo, a neutralidade e ficam marcadas para sempre. Já nunca se pode desfrutar de extraordinárias peças musicais sem que venham acompanhadas desse familiar desassossego, sem por isso deixar de ser, ai, fantásticas e que ouviriamos sem parar.

Bom, já nunca ou a nom ser que algumha experiência nova sobreescreva a velha. Ainda que tendo em conta os precedentes: "virgencita, que me quede como estoy".

Pero entom, dirá o perspicaz leitor, nom pode ser que as músicas traiam também boas recordaçons? Pois... nom, francamente, nom. E se isso se deve a umha natural querência das harmonias por reminiscências de duvidoso prestígio ou a umha trajectória carente de episódios sem tacha pola minha parte, nom é cousa em que agora vaia aprofundar.



A minha menina - Os mutantes


[Imagem: Music de byluluka / / CC BY-NC-ND 3.0]

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Outono, ou nom


Boh, eu queria escrever sobre o outono, que por fim parece que chega, polo menos nestas latitudes. Mas nom queria escrever sobre o outono, que por fim parece que chega, polo menos nestas latitudes, dessa maneira mil vezes vista em que se enche o ambiente de suaves tons amarelos, de árvores espidas e o cham de alfombras de folhas secas e bucolismo e assi. Entom, presa do maior desespero, decidim recorrer à internet à busca de textos, poemas ou algo que me pudesse servir de inspiraçom para saír do impasse, que é um estrangeirismo censurável mas quê? Nom para copiá-los ou imitar o tom e o estilo, senom simplesmente para ir entrando no clima; e tudo para chegar à conclusom de que, meu deus, como me cansa todo o palavrório litúrgico arredor da literatura.

Em realidade, o que eu queria dizer mais exactamente era que o verao se vai indo, a deshoras, parece, mas desaparece no horizonte. Porque tenho certa debilidade polo período entre solstícios, será pola erótica da decadência, esse começar alvoroçado de horas de luz que vai minguando minguando até que cheguem santa Luzia e a galinha e a nai que as botou para começar a abrir o ciclo outra vez, seiva nova, força e insolente primavera.

Também queria falar sem falar de voltas e reviravoltas, mas no fundo nom queria porque a constância em mim adquire umha versatilidade sinceramente irritante.
Mas falar tanto do tempo meteorológico quanto do tempo cronológico é em si bastante enojoso, superficial y vulgar. Em especial, considerando os terríveis tempos que correm e os maus ventos que sopram.

[Foto minha, redimensionada]

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O que me dizem

"Parece que vos viu o demo!"



Pois si, forom semanas de accidentadas desventuras e pequenos desastres concatenados, parecia que nom saía practicamente nada às direitas... por sorte, houvo algumha que outra pinga aqui e ali de boa fortuna e certos momentos de solaz, senom pobre de quem! Houvemos tolear de vez —e ainda está por ver como continuam as cousas.



It's a disaster - OK go

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nada me han enseñado los años


A desdia e deshoras, mas parabéns para mim.
Acumulam-se-me os tragos pendentes e este verao descafeinado, pero teínificado, is not my cup of tea. Nom sei, será a luz, or just blame it on the water.


En el último trago - Chavela Vargas

domingo, 10 de julho de 2011

Andanças

Meia Europa ficou atrás, deixando as cousas de patas pra riba.

É boa verdade isso que se di de que os dias, os meses, os anos nom fazem nada mas que som os momentos os que determinam. Com esta brusquidade que em nada se parece à indolente transiçom dos traumas arrastrando-se undulantemente polas vértebras dos lustros.

Assi que ir, fomos e voltar, voltamos. E ao regressar ao ponto de partida o caminho esperava por nós inesperadamente bifurcado. Ainda quase nom se desempacotou e já hai que empacotar!

É no que dá andar botando candidaturas e solicitudes a torto e a direito, depois o burro toca a frauta e nom sabe se há de tocar um fado ou o Greensleeves.

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Para o fado nom ponho ligaçom, coa esperança de que deixem por aqui sábias e apaixonantes sugestons. ;>

[Imagem]

sábado, 11 de junho de 2011

Nota


Um dos efeitos desta desocupaçom que, por outro lado, me ocupa grande parte do tempo é que estou a experimentar umha voracidade leitora que nem na minha tenra puberdade!

Nom sei é quando deverei parar antes de acabar como Don Alonso Quijano. Igualmente, duvido de se, dada a situaçom actual de inactividade, fastio e desesperança, deixar perder as horas nas reviravoltas do naturalismo e do realismo espanhol do IXX será o mais conveniente para a saúde mental de própria e alheios.

Assim mesmo, tampouco estou certa de se estará relacionado com a mencionada previsível regressom à adolescência, mas também estou a notar umha certa re-radicalizaçom das minhas visons do mundo despois de, devo confessar, umha longa e tampouco-tam-escura etapa de pequeno-burguesismo rampante.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Veré caer las rosas muertas de mi juventud

O tempo passa circunspecto, quase me parece que o estou a ver desde o quício da porta a mirar com umha mistura de reprobaçom e preocupaçom. E mira-me a dar voltas, mira-me de que me vê e de que estou mesmo, vaia, mas tamém nom vê nada.

Só este tédio e a um tempo esta necessidade quase quase desesperada de espabilar. E contudo, nada.



Nada? Recuso-me, caramba! Mas deve ser que nom me recuso com a suficiente intensidade, vontade, verdade, habilidade ou, eu que sei, palavras dessas que acabam em -ade.


Cotidiano e Você não entende nada - Chico Buarque e Caetano Veloso

[Imagem]

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Abril

Sempre



[Imagem]

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E de todos modos nas circunstâncias actuais, nom sabe um bem o que dizer, comemorar, sim, claro, pensar na falta que faria, que fai, aqui e ali, mas ao tempo esta sensaçom de que somos todos um pouco cúmplices e ainda assi esta resignaçom. Parafraseando ao Chico Buarque, estamos doentes, carentes, que alguém mande urgentemente a primavera, pá, será que nalgures hai algumha semente esquecida certamente?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Meu deus, segundo as últimas notícias se continuo sem anotar-me no livro de registro esse vou perder a revoluçom!





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Para escrever melodramas, muito melhor o blogspot, ¡dónde va a parar!