quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Your message has been sent.


Hai algo de inquietante nos e-mails nom respondidos. Como quem passa a vida lançando botellas ao mar ou ondas de rádio ao universo.
E recebê-los... será como gravar psicofonias?






[A foto é do meu quarto na rési em Edinburgh. É claro que o da orden y concierto nom é o meu. Mas eu gosto :) .]





I would love to have you in my bed tonight.










domingo, 11 de fevereiro de 2007

Sobre conselhos.

Nom-gos-to-de-que-me-or-ga-ni-zem-a-vi-da.

Nomgostodequemeorganizemavida!

N-o-m-g-o-s-t-o-d-e-q-u-e-m-e-o-r-g-a-n-i-z-e-m-a-v-i-d-a.


Cadaquém tem o seu ritmo.


(E eu nom gosto de que me organizem a vidaaaa!!!)




(Imagem daqui.)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Guapas



Foda-se... que moças guapas tenhem todos, jo...





[Imagem]

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Atitudes (2).





Queres um café e um pouco de carinho?







Atitudes (1).





Eu... convidava-te a um café e um pouco de carinho,
pero.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Grite se quiser gritar (...) Fique se quiser ficar...

[...]
E hoje.......Hei
Tô feliz é de lhe ver.........Hei
Com dinheiro ou sem dinheiro.........Hei
Eu me viro em fevereiro

E hoje.......Hei
Tô feliz é de lhe ver.........Hei
Com dinheiro ou sem dinheiro.........Hei
Feve vereiro eu sou...
Fevereiro eu vou...

Leva, leva, leva leva a levada do timbal, au, au...


(Toneladas de desejo, Timbalada)

[sigh]




O que hai que fazer por parecer imperturbável, dios mío...





[A foto é minha!]

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Goedendag iedereen!

Vanuit Frankrijk kreeg ik volgende oproep die ik graag aan iedereen doormail.
Vertaald (NL)
We doven alle lichten!
Op 1 februari van 19 u 55 tot 20 h 00

Verspreid deze boodschap aan al uw vrienden.
Dringend: actie tegen de klimaatsverandering.Doe mee met de grootste mobilisatie van burgers tegen de klimaatswijziging!
5 minuten rust voor de planeet: heel de wereld dooft waaklampjes en lichten
op 1 februari 2007 tussen 19 u 55 en 20 u 00.

Het is niet de bedoeling om 5 minuten electriciteit te sparen enkel op die dag, maar de aandacht te trekken van burgers, media en verantwoordelijken bij besluitvorming, op de verspilling van energie en de dringende noodzaak om tot de actie over te gaan!5 minuten rust voor de planeet: dat neemt niet veel tijd, kost niets en toont aan kandidaten van de verkiezingen in juni 2007 dat de klimaatsverandering een onderwerp is dat moet doorwegen in het politieke debat.
Waarom de eerste februari? Die dag komt in Parijs het nieuwe rapport van de klimaatsexperten van de Verenigde Naties uit. We mogen deze gelegenheid niet laten voorbijgaan en alle aandacht op de hoogdringendheid van de situatie in de klimaatsverandering eisen. Als we allemaal meedoen zal deze actie een reëel politiek- en mediagewicht in de schaal werpen enkele maanden voor de verkiezingen!

Laat deze oproep circuleren in uw omgeving en bij je bekenden.
Hartelijk bedankt.

1 de fevereiro

El dia 1 de febrer de 19:55 h. a 20.00 h. es proposa apagar totes les
llums per a donar-li un respir al planeta (la proposta prové de França).

Si la resposta és massiva, l'estalvi energètic pot ser brutal. Només 5
minuts, i a vore que passa.

Si si, ja sé que estarem 5 minuts a fosques amb cara de tontos, però
recordeu que internet té molta força i podem fer una cosa gran.

I passeu la notícia, val la pena!


El día 1 de febrero, de 19h55 hasta 20h (hora española), participad en la más grande mobilización de ciudadanos contra el cambio climático. La Alianza por el Planeta (grupo de asociaciones medio-ambientales) lanza una llamada sencilla a todos los ciudadanos, 5 minutos de respiro por el planeta: todo el mundo apaga sus luces y lámparas y todo lo que esté conectado a la red eléctrica el día 1 de febrero de 19h55 a 20 horas. No se trata de ahorrar 5 minutos de electricidad únicamente este día, sino de llamar la atención de los ciudadanos, de los medios de comunicación y de los que dirigentes sobre el despilfarro de energía y la urgencia de pasar a la acción. 5 minutos de respiro por el planeta: no exige mucho tiempo, no cuesta nada y demostrará que el cambio climático es un tema que tiene que pesar en todo debate político. ¿Por qué el día uno de febrero? Este día saldrá, en Paris, el nuevo informe del grupo de expertos climáticos de las Naciones Unidas. Este acontecimiento tendrá lugar en Francia (en Europa) y no hay que dejar pasar la ocasión de hacer apuntar los proyectiles sobre la urgencia de la situación climática mundial. Si todos participamos, esta acción tendra un peso mediático y político real. Haz circular al máximo esta llamada a tu alrededor, a tus contactos, en tu red. Hazlo aparecer en tu página web y en tus correos. Y APÚNTALO en tu agenda...¡Gracias! El mundo te lo agradecerá.


[Imagem]

Acho que sim.


achar
v.t. 1. Dar con [algo ou alguén que se busca ou non]. Despois de moito buscar, achei a cadea de ouro que perdera. ANT. perder. Temos que acha-la solución ó problema antes de media hora. SIN. atopar, encontrar. 2. Ter determinada opinión ou xuízo sobre [algo]. Acho que tes razón no que dis. SIN. coidar, considerar, pensar. // v.p. 3. Estar [nun determinado lugar ou situación]. Áchase fóra do país. SIN. atoparse, encontrarse. 4. Sentirse [dunha determinada maneira]. Áchome ben de saúde. SIN. atoparse, encontrarse.


Dicionario da Real Academia Galega

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Olha que coisa mais linda...

Ultimamente ando bastante desinspirada, algo desganada e um tanto ocupada. Por isso, a regularidade que nom tinha, volveu-se ainda mais precária. Ia comentar eu algo de mim, para variar, neste belly buttom (bonitirma expressom) particular, alimentado de petiscos, doses e raçons (quanto a razons, melhor nem falar) de egocentrismo.
O outro dia dixerom-me que era feia. Bom, mais exactamente, que nom era bonita, o que, para o caso, queria dizer que era feia. Molestou-me! Vaia se me molestou. Provocou umha espécie de revolta ou protesto generalizado das vísceras: "como quê! que saberá este! Pois nom tem razom, caralho!". Na verdade, até deve ter razom e eu sei-no (sei-no objectivamente e sei-no, também, por autosugestom, não vá o gato às filhós e o esqueça :P ).
O caso é que me molestou mais do que me molestaria que me dixesse que som parva ou burra (!!). Ei, ei, ei, como é possível? Nom eramos mulheres liberadas e feministas de espírito? Nom se supom que essa história da beleza é interior e que o importante é ser boas pessoas e que a beleza está nos olhos de quem mira (precisamente!!!) e todo esse discurso acerca do secundário que é ser guapo? (Guapo é umha palavra bastante feia, dito seja de passagem, sem querer discriminar, eh?).
Devo dizer na minha defesa que possivelmente me molestaria mais que me dixessem que som má, desonesta, mal intencionada, etc. que o da fealdade. Inda bom é...

Independentemente de que seja verdade, o interessante é dar-lhe mais importância a ser bonita que a ser lista.
Ou nom, igual é que nom me molestaria que me dixessem que nom som inteligente, porque sei que o som (baixa, Modesto...). Mas nom me acontece o mesmo coa boniteza, enfim!

Ai, que valores esfarrapados che vos tenho, tantos anos de educaçom para isto!



Bah, no fundo gosta-me a minha frivolidade, é o que tenho. :)


[E, além disso, penso que sempre é 1 questom de conceito, de quê, como, onde a beleza.]

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007







Penso que nos fazemos adultos quando deixamos de pensar que todo o mundo é bom por defeito.








E eramos nós, sem malícia, pensando que os outros também eram sem malícia, andando polo mundo. E agora...


[Imagem]

domingo, 14 de janeiro de 2007

Eu antes pensava que era má para consolar o pessoal, que nom sabia.
Agora dou-me conta de que eu nom saberei, mas, caramba, quando quero que alguém me console... aí si que nom topo ombreiro onde chorar confortavelmente!
Talvez é porque eu sei exactamente o que me tenhem que dizer e ninguém mo di. Afinal vai ser que eu si que sei algo sobre consolaçons! Nem que seja sobre as minhas... Mas como, na verdade, todos somos iguais... pois...
Ou talvez isso exacto que me tenhem que dizer só vale para mim e eu só ou só eu valho para saber consolar-me.
Seja como for... é fodido.
Saber que só com quatro [eu som boa de conformar :P] palavrinhas de nada era tam fácil!
Sem ter que inventar complicadas teorias lógicas [complicadas e lógicas? ;) ] para convencer-nos de algo que já sabemos e só queremos que nos lembrem.
Talvez a perversidade esteja em falar com alguém fazendo-nos os coitadinhos, conhecendo de antemão quais som as palavras que nos fariam sentir menos coitadinhos... Que no fundo do mar já sabemos que nom o somos, mas...
O caso é que sempre compre lembrar que a telepatia nom existe. Que nom temos direito a pedir-lhe a ninguém que nos diga o que necessitamos ouvir. Que nom temos direito a esperar nada de ninguém. Que nom temos direito a nada (plural mayestático).

Ai, que simples [ pero que simples!] é tudo. :)




[Imagem]

Topicando: quem nunca se sentiu assi ou semelhantes?

Se a gente se insinua, é atirada;
Se fica na nossa, está dando uma de difícil.

Se aceita se entregar no início do relacionamento, é mulher fácil;
Se não quer ainda, está fazendo doce.

Se põe limitações no namoro, é autoritária;
Se concorda com o que o namorado diz, é sem opinião.

Se batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa;
Se não está nem aí pra isso, é dondoca.

Se sai mais cedo do trabalho, é folgada;
Se faz hora extra, é gananciosa.

Se chateia-se com alguma atitude dele, é uma mulher mimada;
Se aceita tudo o que ele faz, é submissa.

Se quer ter 4 filhos, é uma louca inconseqüente;
Se só quer ter 1, é uma egoísta que não tem senso maternal.

Se gosta de rock, é uma doida;
Se gosta de música romântica, é brega.

Se adora falar em política e economia, é feminista.
Se não se liga nesses assuntos, é desinformada.

Se usa saia curta, é vulgar.
Se usa saia comprida, é crente.

Se faz cena de ciúme, é uma neurótica;
Se não faz, não sabe defender seu amor.

Se fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se fala mais baixo, é subserviente.

Nom necessariamente no sentido literal, claro, mas é essa condenada sensaçom...

sábado, 13 de janeiro de 2007

Pois resulta que já me mudei à nova versom do blogger (que remédio!), entom andava eu fuchicando para ver que eram essas cousas novidosas tam maravilhosas e quando dei por mim estava vendo alguns posts do princípio dos tempos... Encontrei-me com que desde que encetei isto aqui, hai um monte de tempo, nada mudou, eu estou igualzinha, até por momentos ainda pior, hehehe.




Nom quero pôr-me a fazer balanço a sério, nom vaia ser o demo e tenha que darme a la bebida ou fazer-me adicta aos antidepressivos :P.
E, digo eu, o de nom digi-evolucionar terá a ver com a mudança do clima? Ou será que eu já som assi e nom lhe hai que fazer? :S

Só que eu creio que ninguém é capaz de mudar, que no fundo somos sempre iguais, que se mudamos é porque pomos capas na cebola ou porque as tiramos, mas que o miolo é o mesmo... E que... enfim... seguiremos orbitando...


(Imagem)


sábado, 6 de janeiro de 2007

New year's resolutions. Collage e variações.

Técnica: Collage e variações.

Manifesto, Verônica Borsati. (a parte em português)

Resolution predictions e-card, Hallmark. (a parte em inglês)

Happy New Year, Julio Cortázar. (a parte em castelám)

[…]

você não disse

o que eu queria.

quem diria!

quem diria?

Fly to Mars, take a vacation, get some exercise.

[…]

oh não!

meu arame caiu

está no chão

agora vão-me entrar

os soldados da

coalizão

Give more hugs, look for a good excuse.
Organize my socks, teach a parrot to cuss.

[…]

Necesito esa puerta que me dabas

para entrar a tu mundo, ese trocito

de azúcar verde, de redondo alegre.

¿No me prestás tu mano en esta noche

de fìn de año de lechuzas roncas?

Kiss fewer frogs, sleep all day, read a book.

[…]

uma semana depois

quase nada faz

diferença pra mim

[…]

todas as mulheres são prostitutas

o que faz dos homens todos

filhos da puta

o que esperar de mim

se vim da união

duma puta

cum

filho da puta?

Be kind to a penguin, stop trying so hard.

[…]

as portas

deveriam ser mais pesadas e maiores.

as estantes

mais largas e baixas.

as paredes

menos brancas e ásperas.

o chão

menos liso e gelado.

e eu

deveria levantar

desse sofá.

[…]

como si de ello dependiera

muchísimo del mundo,

la sucesión de las cuatro estaciones,

el canto de los gallos, el amor de los hombres.

Read the directions, find the meaning of life, stop making resolutions.

It just doesn’t matter.

[…]

blábláblá

quero uma máquina de escrever

pra poder me desligar

[…]

Mira, no pido mucho,

Just say maybe.

Climb every mountain, marry a millionaire, take over the world.

[…]

a dose é boa

é você aqui

o guloso

Perfumes heterossexuais.

Se os homes botam perfumes de homes para que gostem (ou para gostarem) as parceiras,
potenciais ou nom,
e as mulheres botam perfumes de mulheres para que gostem (ou para gostarem) os parceiros,
potenciais ou nom,
é suposto os homes gostarem dos pescoços perfumados das mulheres e das colónias que elas botam,
e é suposto as mulheres gostarem das linhas da mandíbula perfumadas dos homes e das colónias que eles botam,

entom, se homes gostam do recendo delas e mulheres gostam do recendo deles,

porque nom som eles os que botam colónias de mulheres, deliciosas, das quais tanto gostam
ou elas as que botam perfumes de homes, intensos, dos quais tanto gostam?


[Será que eu perdim algum capítulo desta história? De qualquer modo, adoro a maioria de anúncios de perfumes, tam sugerentes eles, tam chiques, tam sensuais, tam fantasiosos, tamtamtám. ;)]

Portar-se mal.





Esta noite, os Reis deixarom carvom na porta da casa do concelho.
À manhã, o municipal sacou-no.









[Imagem]

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Un rollo diferente.

Si bien es cierto que eu sempre ando na pola, afinal tudo se sabe.
Como com o excesso de açúcar as minhas neuronas estám sobrealimentadas e por aí andam todas tiradas que nom podem com a barrigola, nom ando com luzes para post nengum novo, e muito menos para posts natalícios, daquela, estou, entre tomar o sol e mirar o correio, a descobrir estes dias umha cheia de blogs "novos" para mim, isto é, estou a descobrir que a blogaliza (entenda-se como blogosfera galicienne) tem "novos" e interessantes membros, qual polvo de Natal. Nom vou enlaçar, eu uso o hipertexto com frugal moderaçom, bem sabedes, e, além do mais, assi deixo-vos liberdade para investigar (o método heurístico era isto?) permitindo que o azar, a curiosidade e a causalidade, perdom, a casualidade, fagam maravilhas.
Mas o que me mola destes blogueiros que andam por aí é que som un rollo diferente. Sem as pretensons características do clássico método cultural galego: um pouco de saudade, etnografia, vitimismo moderado, orgulho também moderado, enxebrismo!!! enfim!
É como (bem) me dizem: " parece feito com aquela cousa do Gerador Automático de Poesia Galega, dos aduaneiros".

De resto, meus senhores, a tradicional felicitaçom de rigor, mas nom por isso menos sincera, feliz ano a todos! Continuem tam estupendos ;) e boas festas retroactivas (and remember, don't date robots!).

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006


O certo é que che vos estou um pouco farta de brincar sozinha;
e também de fazer posts lapidários.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Superafavor!

Creio que é bem interessante que lhe botem um olho (quem di olho, di qualquer outra cousa :P ) a esse projecto.

A ideia é que o maior número de pessoas tenha um orgasmo pola paz no dia 22 de dezembro. É umha iniciativa séria (com investigaçom científica e tudo!) e sobretudo gostosa. Nom se perde nada por participar numa experiência científica e solidária destas, é tudo a ganhar. ;)

Portanto, na sexta já sabem: sós ou acompanhados, na cama ou na mesa da cozinha, berrando ou gemendo... animem-se a participar ;)
Mal nom vai fazer :D

Orgasmo múltiplo, simultâneo e global.


¿Quién? Todos los hombres y mujeres, tú y todos a los que conoces.

¿Dónde? En todo el mundo, pero especialmente en países con armas de destrucción masiva.

¿Cuándo? El día del solsticio de invierno, viernes 22 de diciembre, a la hora que decidas, en el lugar de tu elección y con tanta privacidad como desees.

¿Por qué? Para provocar un cambio positivo en el campo energético de la Tierra mediante la mayor oleada de energía humana posible en un Orgasmo Global Sincronizado.

The Global Oh!

sábado, 16 de dezembro de 2006

Cousas que digo.






"Pero a veces hace falta un poco de pesimismo para no perder la perspectiva."

Fantasia.

Convite a dormir.



Eu, ante tudo, som umha profissional e se é para dormir, durme-se.


[Imagem aqui.]

Yo me limito a mirar.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

É que um já nom sabe...







Algumhas vezes, quando vou pola rua observando as pessoas, dou em reflexionar.
Pero… e entom som as nenas as que se vestem como mulheres ou as mulheres as que se vestem como nenas?







Claro que eu quase prefiro reflexionar sobre desvestir-se mais que do que sobre vestir-se, que eu de moda nada sei.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Jogando outra vez.



Por decoro

Quando me esperas, palpitando amores,
e os lábios grossos e úmidos me estendes,
e do teu corpo cálido desprendes
desconhecido olor de estranhas flores;

quando, toda suspiros e fervores,
nesta prisão de músculos te prendes,
e aos meus beijos de sátiro te rendes,
furtando às rosas as purpúreas cores;

os olhos teus, inexpressivamente,
entrefechados, lânguidos, tranqüilos,
olham, meu doce amor, de tal maneira,

que, se olhassem assim, publicamente,
deveria, perdoa-me, cobri-los
uma discreta folha de parreira.

Artur Azevedo

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

O que me dizem (2).


"Isso significa que nom. Os teus 'nom sei' já sei eu o que significam."

Mmmmm. Nom sei, mas parece-me que nom é bem assi. O que si é certo, reparei nisso, é que me custa dizer "nom" directamente, a secas. Para dry, a dry martini, please.



(Come on, darling, I'm easy.)


sábado, 9 de dezembro de 2006



Tem cuidado com o que desejas... pode-se fazer realidade.


Está-me a dar o sol na cara e quenta-me umha orelha.
A matança, ourego para a zorza, as filhoas.
Feijoas, diospiros, laranjas, kiwis, granadas.
E depois ainda hai quem se estranha de que goste deste inverno (tropical)?
Assi como nom é o mesmo ser sincero que ser maleducado, também nom é o mesmo ser educado que ser falso.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006


Mais il est bien court le temps des cerises...

O mau de querer alguém coma ele, coma ti, é que nom hai duas pessoas iguais.




[Foto daqui]





domingo, 3 de dezembro de 2006

Hoje... está a ser um dia estranho...
Deixei-te, deixamo-nos intranquilamente tranquilos.
Nom, senhores, nom é isso que estám pensando.
Mas é triste, si que é triste...

E por outra parte, está esta toda actividade frenética blogueira de hoje!!

Algo acontece, será um alinhamento de planetas?
Será que a chuva que apanhei desde a estaçom dos buses à casa
era umha chuva... de estrelas cadentes?

Será que um finde que começa e acaba, bom, com bombons
é assi, digamos, especial como este?
Como chocolate amargo ou como um véu de sete cores e, contudo, a chuva.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

O que me dizem (1).


"enton estas dicindo que entre todolos homes non pode haber mais de un e de dous os que lles excite a tua mirada?"






[Eu, jogando a Andy Warhol co (pouco) que hai polo disco rígido adiante e daquela maneira. Além de, confesso, aproveitar para fishing for compliments um pouco, que, como todos sabemos, para que pescar algho, hai que botar a canha... e nem assi!!.]

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Lapidária ponho-me.




Tudo é tão simples que aturde.














terça-feira, 28 de novembro de 2006

Acabo de me erguer (sí, lo sé), depois de umha manhã a dar voltas (e nom só) na cama. Já alguém amaldiçoou a imaginaçom?
Abro a janela e essas cousas e está a dar o sol!
Timidamente, é verdade, mas está a dar o sol sobre a pedra toda molhada. Nom é um sol de secar, claro, é um sol que sai porque o dia se espreguiça.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Oye, yo era como un mar dormido...

Oye: yo era como un mar dormido. Me despertaste y la tempestad ha estallado. Sacudo mis olas, hundo mis buques, subo al cielo y castigo estrellas, me avergüenzo y escondo entre mis pliegues, enloquezco y mato mis peces. No me mires con miedo. Tú lo has querido.





[Foto daqui]

sábado, 25 de novembro de 2006

Nom sei, de resto, Compostela está mui mitificada.
De mais para o meu gosto.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

De Compostela trouxem umha cançom,
umha subida ao paraíso e as maniotas correspondentes (cousa da falta de costume),
um descenso acidentado
e umha sombra que ainda me ronda, morena;
um par de filmes a esvoaçar no horizonte,
a carvalheira de sam lourenço,
passeios, um biquinho, um maço de tabaco e um chisqueiro que me deu um camarero,
conversas, alguém com ciúmes (de mim, creio), lembranças compartidas, acusações de narcolepsia,
a plena consciência de umha mulher doce
e muitas risas.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Tom Zé - Um Oh e Um Ah


(Que si, que tanto melindre em mim nom é normal... Mas esperemos, polo bem de todos, que seja temporário, nom se me vaiam aborrecer com tanta melosidade :P )

Mas Tom Zé é mermo bacana. Super maneiro! (Paverísimo :P)

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Parece que muda o tempo!





[Digo, com orgulho, que, por umha vez, a foto é minha :p ]


Onte necessitava desabafar :)



segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Prefiro escrever em quente e nom agardar à noite, onde quizais melhora-se o estilo mas perderia espontaneidade. Consideraçons estúpidas. O caso é que hoje aconteceu algo nojento.
Cheguei hai um pouco. Vinha no bus, de Vigo para Ponte Vedra. O bus do qual eu sempre me queixo que vai parando por tudo Vigo, nom só no Areal. No Areal subiu umha cheia de gente. Co tranquilinhos que iamos até esse momento...
-Este é o que vai a Ponte Vedra, nom si?
-Onde queres ir, arriba ou abaixo?
-Dos billetes, por favor.
Era um autobus de duas plantas. Eu ia na d'abaixo. Tinha a bolsa pendurada no asiento e a mochila no chão, entre as pernas, no meu lugar. Nisto que se senta um home ao meu lado. Nom era um velho, teria uns 40 anos. Parecia um pouco inquieto. Nom parava de mover-se e de ranhar a barba. Sentou-se coas pernas exageradamente abertas, de modo que tinha a sua perna esquerda tocando a minha. Nesse momento umha nom quer acreditar, mas já se dá conta. "Será mentres se acomoda". Nom, nom era mentres se acomodava. Começou a fazer pressom coa perna contra a minha. Nom continuamente, empurraba um pouco, deixava estar, voltava a empurrar. Arrimou-se mais. Eu estava de braços cruzados. De repente arrimou também o cóbado. Meio se esfregava. Era antes de entrarmos na autoestrada, eu já nom sabia que fazer. Ia-me apartando pouco e pouco mas nom podia, nom tinha para onde. O meu lugar era o da janela. Pensei em berrar bem alto e bem malhumorada: "Nom colhe no sítio??". "Se nom colhe, cambio-me" e cambiar-me. Pensei-no. Ia pensando nisso todo o caminho, pero nom dizia nada. Quitou a chaqueta que traía. Puxo-a enriba das pernas. Decidim fazer um movimento brusco para ver se parava. Colhim a mochila que estava no chao e puxem-na no colo. Pudem mover um pouco mais a perna e fugir-lhe. Centímetros. Parou um momento. Voltou.
Na ponte de Rande, ao entrar, arrimou-se mais contra mim. Eu devia ter a cara mais séria do mundo. Só fazia mirar pola janela, de braços cruzados, nom me atrevia a mover-me. Nom poderia ainda que quixesse, estava quase colada ao cristal. A cada pouco, apretava-se mais contra a minha perna.
Pensei em dizer o de se nom colhia no asiento outra vez.
Lembrei-me doutra cousa parecida que me passara num vitrasa. O bus ia vazio praticamente. Estava eu e duas ou três pessoas mais. Subiu um velho. O bus estava vazio. Veu-se sentar ao meu carom. Deve ser a técnica estabelecida, pegou a sua perna à minha. Depois moveu o braço e pegou-no ao meu corpo. Pouco e pouco. Depois puxo a mao na sua perna. Depois a mao estava entre a sua perna e a minha. Depois estava na minha. Nesse mesmo momento, levantei-me como um raio, ainda faltava para a parada, dixem: "Perdom, deixa-me passar?" e saim dali. Dei-lhe ao botom da parada. Ainda faltava. Chegamos. O velho baixou-se na mesma parada que mim. Ao princípio pensas que é sem querer. Depois nom queres acreditar que seja à posta.
Que se fai??? Que se fai nestas situaçons??? A mim ninguém me ensinou a saber o que fazer. Ensinarom-me matemáticas, a classificaçom dos substantivos, a diferença entre hay, ahí e ay.
O bus ia cheio. Diante havia quatro mulheres, no asiento do outro lado do corredor havia outro home.
Num instante fiquei paralisada: o home meteu a mao por dentro dos pantalons. Começou a mover o braço. Eu nom acreditava. Começou a esfregar-se contra mim e a bater umha punheta.
Sentim ganas de chorar durante um momento. Depois enfadei-me muito, indignei-me. Sentim grande nojo e um desprezo imenso polo home aquele.
Estava muda e quieta que nem umha estátua.
O único que pensava era "dios mío, a ver se chegamos dumha vez", "a ver se chegamos logo", "temos que estar já a chegar", "que cheguemos dumha puta vez, por dios". "A ver se este filho de puta fica coa palha a medias, hóstia!!!!". "Por que nom lhe berraria antes, por quê??"
Por que a gente (os homes) fai (fam) estas cousas? Que lhes passa pola cabeça para fazer umha cousa dessas? Que classe de educaçom, de sociedade, de valores?
De quando em vez, o home mirava para mim.
Correu-se justo ao entrar em Ponte Vedra. Lançou um suspiro. Sacou a mao e limpou-se contra a camisa. Várias vezes. Sem dissimular.
Ao parar o autobus, baixou quase de primeirinho e liscou. Eu saim um pouco depois. Até aquele momento pensava que estava indignada, cabreada. Foi baixar do autobus e começar a soluçar. Tremia. Tentava dissimular. Passei todo o caminho até a casa, na outra ponta da cidade, contendo-me para nom botar a chorar. Sentia náuseas, sentia-me idiota. Sentia-me degradada, manchada, profanada, suja. Sentia-me violentada. Sentia-me estúpida.
Exagero? Talvez.
Suponho que foi muita tensom. Estava (estou) shockada. Ainda agora nom o creio. Cada vez que o penso dá-me vontade de chorar.
O relato é esse. Nom é objectivo, descreve mais ou menos as minhas sensaçons. Nom o escrevo aqui para "fazer queixinhas" à plateia; nom pretendo ir de vítima, se resultou vitimista fique claro que nom é o que pretendia.
Julguem vds.

Detalhe: nom som especialmente atraente, quem me conhece sabe-o, e nom levava saia nem mini saia nem decote nem roupas provocantes de nengum tipo. Estava tranquilamente sentada no meu lugar do autobus. O trajecto demora meia hora. Que se fai?

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Rectitud.

Toca-me muito os colhons o afán de superación, a defesa da verdade por encima de todo, o conceito de loser, o ser melhor que ninguém sempre. Puagh!
Porque deixamos que nos eduquem esses filmes?

Inocência I.

Antes, quando eu era umha inocente peoa que andava a pé polas cidades e me cagava nos condutores pensava que quando eu própria fosse condutora o meu conceito deles iria mudar e iria entendê-los e desenvolver umha certa compreensibilidade ante certas atitudes das pessoas com um sistema de marchas ao seu dispor, ao tempo que iria começar a odiar os peons por se meter por onde nom devem, tentar a morte nos cruzamentos, enfim...
Porém, nada disso aconteceu. Ai!
Os condutores continuam a parecerme imbéceis, os peons parecem-me peons, coitados!; e a Administración fede.




quarta-feira, 8 de novembro de 2006








Com este nojento calor primaveral
em pleno novembro (!!!!)
nom me estranha que andemos todos como
el pico de una plancha
.













[Desenho aqui.]
Eu sei que ainda nom é tempo de os Reis virem, mas aqui lhes deixo um brinquedo.
Procurem-se!

Tamém funciona com mais de 1 palavra. Ummm, que sugestivo!

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Foda-se!

Nom sei quem é mais parvo: se ela por ser como é ou ele por andar atrás dela.

Foto(grama) possível


(Um lugar anglófono. Um quarto. A tardinha. Umha foto.)

(A nena) -Your boyfriend?
(A moça) -No, he is not my boyfriend.

(Miram a foto durante uns segundos)

(A nena) -He's beautiful.
(A moça)-Yes, he is...

(A moça fica com o olhar perdido na foto, dando-se conta.)

terça-feira, 24 de outubro de 2006

E os sustos atraem o receio.


Trick or treat?



Assustam-me as pessoas inteligentes.
As que sabem mais que mim.
Assustam-me as pessoas guapíssimas, mas assustam-me ainda mais as que me atraem.
As que sabem de que falam.
As que estám seguras dentro e fora de si.
As que sabem o que querem.
As que me buscam.
As que observam.
Assustam-me as que crem que adivinham e, de facto, adivinham.



[Foto tirada daqui.]

Lapsus linguae.

[Lendo um blogue]
-- Como me mola este livro!! ...Digoooo... este blog...

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Eu em vez de pensar, leio. (Chica, inspiro-me!)

Pergunto-me, com estas ânsias contestatárias que tenho às vezes without a cause, se os sentimentos, os estados tenhem que servir para algo? Ou só som? (Só que nom é só que a alguns bem nos custa só tentar ser...).

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Repararam?

Concessom, concessom, concessom. (Com duplo esse, por sinal, que já me corrigim... com duplo esse, por sinal, como possessom ou desassossego). Muito ando eu a conceder ultimamente (vejam-se posts e comentários).

Nem que fosse umha fada madrinha! Ou um génio da lámpada!

Home, génio ter, tenho-che-vos, perguntem a quem quiserem.




Às vezes, passo férias numha lámpada e, às vezes, concedo desejos; mas também peço a lua. Igual que todo o mundo. Nada de especial.

[E, palavreando um pouco, hai muitas cousas que me dam génio... Grrrrr.
Tamém hai dias que dá génio ler-me :P ]

Nota aos comparativos e possessões várias.

Si, si, si, claro que já sei que nom, pessoas nom se tenhem.
Que nom se possuem.

Como eu não possuo

Olho em volta de mim. Todos possuem ---
Um afecto, um sorriso ou um abraço.
Só para mim as ânsias se diluem
E não possuo mesmo quando enlaço.

Roça por mim, em longe, a teoria
Dos espasmos golfados ruivamente;
São êxtases da cor que eu fremiria,
Mas a minh'alma pára e não os sente!

Quero sentir. Não sei... perco-me todo...
Não posso afeiçoar-me nem ser eu:
Falta-me egoísmo para ascender ao céu,
Falta-me unção pra me afundar no lodo.

Não sou amigo de ninguém. Pra o ser
Forçoso me era antes possuir
Quem eu estimasse --- ou homem ou mulher,
E eu não logro nunca possuir!...

Castrado de alma e sem saber fixar-me,
Tarde a tarde na minha dor me afundo...
Serei um emigrado doutro mundo
Que nem na minha dor posso encontrar-me?...

Como eu desejo a que ali vai na rua,
Tão ágil, tão agreste, tão de amor...
Como eu quisera emaranhá-la nua,
Bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...

Desejo errado... Se a tivera um dia,
Toda sem véus, a carne estilizada
Sob o meu corpo arfando transbordada,
Nem mesmo assim --- ó ânsia! --- eu a teria...

Eu vibraria só agonizante
Sobre o seu corpo de êxtases doirados,
Se fosse aqueles seios transtornados,
Se fosse aquele sexo aglutinante...

De embate ao meu amor todo me ruo,
E vejo-me em destroço até vencendo:
É que eu teria só, sentindo e sendo
Aquilo que estrebucho e não possuo.

Mário de Sá-Carneiro

Comparativo de igualdade e bobadas várias.

Dou-me conta estes dias de que sem me dar conta até agora as vezes em que gostava dalguém (simplesmente gostar, se é que o acto de gostar pode ser simples, nom falo de paixons profundas, as quais só sinto polo chocolate e polas minhas neuras -- daí este blogue), nessas vezes, o meu pensamento era, depois de maravilhar-me com essas pessoas, o que eu dizia era: "eu quero um como esse". Eu quero um assi.
Nunca "eu quero esse". Quero-te a ti. Nom. Isso seria arriscar de mais nesta vida insulsa. Às vezes era porque essas maravilhas já queriam eles algumha outra pessoa; às vezes era porque sabia, pensava, sei da im-possibilida-de de ter essa pessoa (no fundo é sempre isso); às vezes, as mais, era só insconsciente, sem pensar (no fundo é sempre aquilo).
Eu quero um coma ti.

Atitudes que hai.

(Este desabafo foi umha pequena concessom aos desejos-que-nom-se-dizem, desculpem e desculpe eu.)

terça-feira, 10 de outubro de 2006


Hoje comprei um paraguas por primeira vez na minha vida.
Nunca me levei cos paraguas, metódicos de mais, previsores e responsaveis. Evitava usá-los, a nom ser que fosse estrictamente necesario. Assi acabava feita um pito de pés a cabeça. Tratava-se dumha questom pessoal e, sobretudo, umha concessom a umha caste de pragmatismo extremo, si, senhor: nom o levava por nom o perder.
Simples, nom si? ;)
E também andar com ele sempre pendurado e pingando, que fastio! :P

Pois com isto do paragüitas (é um anano destes "comprimíveis", nom sei qual o nome técnico) dei-me conta de que como nunca aprendim, sempre me metia debaixo do dalguém piadoso e com mais cabecinha q mim, nom sei andar pola vida com eles. Bato contra os paraguas dos demais na rua, nos caminhos especialmente estreitos nom me sei as leis da prioridade e nem se me passa pola cabeça a simples e efectiva operaçom de esquivar polo alto ao paraguas que avança ameaçadoramente de frente mediante umha momentánea elevaçom do meu, etc.

O certo é que andar baixo umha dessas cupulas é como andar dentro dumha espécie de campo de acçom delimitado imaginariamente, como andar dentro dumha bolha de sabão. Claro que hai muitas mais maneiras que usar paraguas para andar como dentro de bolhas de sabão. E dei-me conta de que, isso si, sei andar pola vida dentro de bolhas de sabão.

sábado, 7 de outubro de 2006



Don't make any movement. Just stay there and wait for me.


terça-feira, 3 de outubro de 2006

Pressão

"Conta, conta."
"E que mais contas?"
Um, dous, três, quatro, quarenta mil.
Nom se me dam especialmente bem os números.
Contai-me vós, contai-me.
Contai-me os dedos das maos e dos pés, a ver se tenho os reglamentários ou se confirma umha certa monstruosidade latente. Os olhos na testa, som dous? A b-o-c-a. 1? A língua nom é bífida?
Eu só sei contar cousas que nom som cousas, maldades, penas. Negras.
Inda bo é que vem o inverno a fazer jogo! Inda bo é que o inverno é que tem licença para escurecer as vidas, os céus, as chuvias, o aire que zoa.
Que alívio ter licença...

domingo, 1 de outubro de 2006

Ancha es Castilla...



...


[Imagem: Shraga Weiss]

De finde.

Cuenta la leyenda que la Cueva de Salamanca, no muy lejana a las dos catedrales de esta ciudad, fue el lugar donde el Diablo enseñaba lo que todas las escuelas ocultaban. Donde se encargaba de impartir clases de ciencias ocultas a los estudiantes.