quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

momento post-traumático

É assi de estúpido, mas as peluquerias som lugares feitos para chorar.
Hoje enquanto me deixava fazer diante dum espelho, foi a ideia mais intensa que me veu à cabeça. Depois também houvo reflexons menores... Parece-me menos trivial do que parece. Tu dás-lhe licença a outro para que che ande na cabeça, e assi que cortes um algo o cabelo e mude, realmente mude, daquela produz-se umha transitória perda de identidade. Até que, ai a vida, te resignas. O pelo outra cousa nom, mas, ai o tempo, medrar, medra.
Para já, nunca che fam o que queres. E assistimos impotentes a um fenomeno meio curioso, chega um momento no meio do corte em que está perfeito, mas as tesoiras continuam e afinal desfám esse momento de harmonia capilar. Assi que começa a medrar e passam os dias e depois os meses, chega um momento em que está horrível, nem curto nem comprido nem nada, até que medra mais e meio se ajeita. Ou colhes e o cortas e te arrependes e secam-cho e estiram-cho e horrorizas-te e passas calor e tés medo de mirar-te ao espelho e nom te vês.
E agora este pelo recorda-me a umha profe de inglês que tinha no instituto a quem lhe chamavam a galinha...
Mais cousas ia dizer mas agora nom sei. As cousas da cabeça som complicadas.

3 comentários:

O Congro disse...

Fáltache o caso dos miopes, que temos que esperar ó final para ponher os lentes e ver qué nos fixeron.

O Congro disse...

Ou, como lhe dizía Mafalda a Manolito, numha tira, para animalo "Se o pelo fose algo importante estaría dentro da cabeça, e nom fora"

La queue bleue disse...

:)