sábado, 30 de junho de 2007

Enfim.

As cousas passam. Nom sei mui bem que mais se pode dizer. Andamos polos caminhos, mas mirando um pouco para o céu ou para o chao e o caso é que, quando tal, estás alá e sem volta. E sem saber mui bem como nem que cousas passarom ou deixarom de passar e tudo é nada.



Ainda ontem pensei que é possível que eu, pessoalmente, puidesse ser razoavelmente feliz vivendo completamente alienada. Choio-dormir-choio-dormir e mais nada.
E assi. Também penso que muitas vezes é melhor nom pensar.


Paciência - Lenine

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Messenger.


04/06/2007 23:56:13 Eu: ale, postado

05/06/2007 0:01:41 M: :D

05/06/2007 0:01:47 M: tás feita uma artista

05/06/2007 0:02:11 Eu: hehehehe

05/06/2007 0:02:26 Eu: achas? :$

05/06/2007 0:02:29 Eu: hahahah

05/06/2007 0:08:49 M: acho :P

05/06/2007 0:09:14 Eu: naaaahhh

05/06/2007 0:09:19 Eu: só mo dis para levar-me á cama :P

05/06/2007 0:11:01 M: talvez...

05/06/2007 0:11:16 M: talvez tu só escrevas para que te levem à cama


Oh, será?!



[ ;) Conversa em referência a isto e imagem daqui.]




Ultimamente tenho notado que me fixo mais em carros e em gajas do que em gajos.




Oh, e será que isso quer dizer alguma cousa? :O


[Imagem]

terça-feira, 5 de junho de 2007

Imaginaçom.

Definitivamente, escrevo isto alicatada por nom sei que sensaçom definível nom sem certo esforço, mas com a clarividência de saber que hai algo em ti, si, em ti, que me perturba irremediavelmente. Poida que seja porque me lembras, dumha maneira estúpida e sem especiais razóns aparentes, a certo polvo rápido que me deixou como um envoltório de gelado, lambido, manchado de nata e coa promessa nom dita de que hai mais verao por diante. E nom, porque até devia ser outubro. Passei da curiosidade tranquila á curiosidade fascinada, mas agora hai qualquer cousa parecida de longe co receio que me agarra do braço. Nom sei é por umha cousa ou por qualquer outra. Mas nom quero espreitar mais na tua cama. Talvez porque sei que fixem mal, descobrim um segredo que nom devia e agora o sangue nom dá saído da chave.
É tarde, teria que dormir, mas inquietache-me...


[Imagem]

;)

O nudismo nom se fai, nace-se!!





[Adán e Eva, de Durero]

segunda-feira, 4 de junho de 2007


Hoje, ia caminhando pola ponte de volta à casa, e havia umha brisa leve que nos punha a pele de galinha a mim e mais ao rio. Depois, um algo mais de intensidade, já nos despenteava ante a presência violácea da luz de solpor.
Antes ia por outra ponte, mas desde hai uns dias topei um sítio melhor onde deixar o coche e, como a vida dedica-se ela a oferecer-nos metáforas, agora vou por estoutro caminho.


[Foto encontrada aquí.]

domingo, 3 de junho de 2007

Complexo.




Eu também tenho pensado estes dias que nom, nom, nom, nom quero fazer-me grande (adulta, responsabilizada, coisas). Mete-me medo.
De pequena, chistava-me a história do Peter Pan (a Campanilla, o crocodilo e o Capitán Garfio :D , os nenos perdidos, as sereias! (porque tamém havia sereias, nom havia?) inda que a Wendy sempre me pareceu umha sossa e o Peter Pan himself tampouco grande cousa), que conhecim com um livrinho de Disney, até que lim o livro original, que me horrorizou.
Meteu-me medo, o livro, daquela, a sério. Suponho que nom o entendim ou que nom era o ano adequado (ai, inocente voracidade infantil) e nom sei que seria de mim se o lesse de novo mas tamém nom me apetece especialmente descobri-lo... Deixou-me 1 sensaçom desagradável.

Mas nom, nom quero medrar... Ainda que sei que vou poder voltar, de visita ou em caso de necessidade, nom podo evitar sentir certa opressom no peito, por vezes, quando penso nessa história do ninho...
Suponho-sei que lhe acontecerá a todo o mundo, mas isso nom impede que certa aquosidade latente passe nos olhos por vezes. :)


(Oh, god! Se ainda vai resultar que tamém som humana...)

Contra operaçom.




Se comprar um biquíni é umha tortura, faga nudismo!





[A foto, lindíssima, é da praia de Barra, em Cangas, e encontrei-na aqui.]

sábado, 2 de junho de 2007

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Catadura gramatical.

Podia-te ir visitar.
Podia ir-te visitar.
Podia ir visitar-te.
Nom, nom é certo. Nengumha das três é certa. E se mais houvesse, mais mentira seriam tamém.
Creio que os viernes som os piores dias da semana. Mas igual nom o creio e o digo só por provocar.
Ia-me queixar um pouco das liberdades que se toma a vida com essas vacances alargadas que colheu, mas realmente é culpa minha, canso-me de queixar-me e, francamente, autoenganar-se conscientemente nom tem o mesmo efeito.
Se tivesse palavras favoritas, eu que tenho aversom aos favoritos (por aquilo da autoconsciência que supõem), seriam os pronomes. Os pessoais átonos, em particular. E, em geral, qualquer tipo de deíctico.
Pois voltanto á confecçom da receita para a alegria e a sua promoçom em geral, deixo um pouco de cronopiadas cortazarianas por aqui que som santo remédio, oiga!
Mas prometam-me que quando estiverem 'daquela maneira' vai servir de algo. Estamos?



Lo particular y lo universal

Un cronopio iba a lavarse los dientes junto a su balcón, y poseído de una grandísima alegría al ver el sol de la mañana y las hermosas nubes que corrían por el cielo, apretó enormemente el tubo de pasta dentífrico y la pasta empezó a salir en una larga cinta rosa. Después de cubrir su cepillo con una verdadera montaña de pasta, el cronopio se encontró con que le sobraba todavía una cantidad, entonces empezó a sacudir el tubo en la ventana y los pedazos de pasta rosa caían por el balcón a la calle donde varios famas se habían reunido a comentar las novedades municipales. Los pedazos de pasta rosa caían sobre los sombreros de los famas, mientras arriba el cronopio cantaba y se frotaba los dientes lleno de contento. Los famas se indignaron ante esta increíble inconsciencia del cronopio, y decidieron nombrar una delegación para que lo imprecara inmediatamente, con lo cual la delegación formada por tres famas subió a la casa del cronopio y lo increpó, diciéndole así: -Cronopio, has estropeado nuestros sombreros, por lo cual tendrás que pagar. Y después, con mucha más fuerza: -¡Cronopio, no deberías derrochar así la pasta dentífrico!

Historias de cronopios y famas, Julio Cortázar!