segunda-feira, 13 de agosto de 2007


Estava na casa, tomando o café, mirando através do ventanal para o que ousaria aventurar que se trata dum selvático carvalho nom autóctone que verdeja inevitavelmente a atmosfera e pensando que quero postar mas nom sei o quê, que tenho sono e este sofá é bastante incómodo e pobre do meu pescoço se adormeço coa cabeça apoiada no braço dele, que hai que ir fazer a compra da semana e que poucas ganas, meu deus.


[Imagem]

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Assunto encerrado


Bem, uma vez feitos os deveres e as obrigas que a minha recentemente adquirida condição de mulher me impõe, posso dizer (escrever, berrar) com perfeito conhecimento de causa que o assunto está encerrado.

[Imagem]

terça-feira, 31 de julho de 2007

Notas aos pés.


[1]
Umha cousa é cair na cama de qualquer um que se ponha a tiro; e outra é cair nos seus braços[2].


[2]Estar só nom quer dizer estar necessitado de consuelo y amor. E ainda estando necessitados, isso nom significa que vaiamos propor-lhe matrimónio ao primeiro que metamos na cama. E ainda estando sozinhos, nom quer dizer que vaiamos andar como gatas à janeira atrás de ninguém[3].



[3]Over-dose de ego.

segunda-feira, 30 de julho de 2007






Estou tam branca que pareço gris.






quinta-feira, 26 de julho de 2007




Eu nom finjo. Gosto de dar espectáculo.




[Imagem: La bella Rafaela, de Tamara de Lempicka]

terça-feira, 24 de julho de 2007




Bueno, bueno, bueno.
Já vale. Tanta mariconada e tanta trapalhada. Nada, fim do conto. Hai que mudar de chip, ou que vai ser isto?!
Se o quotidiano nom presta [curiosuchos! :P], pois inventamos outro que hai muita terra por baixo e muito céu por cima. Que caralho!

(Que tamém já me tenho farrrta! A chorar, a Cangas!)




[Imagem]

segunda-feira, 23 de julho de 2007


Pois eu que sei. O tempo é um tema mui socorrido (ainda que estaria completamente justificado nestes dias de verão); a actualidade é interessante pero ai, que preguiça; o cotidiano, buf, um pouco aborrecido nesta cidade a ponto de desfazer-se em fogos de artifício e bebidas espirituosas... Assi que nom sei bem de que falar. Escrever. Falar. Escrever, que escrever sempre é mais fácil. Escrevemos beijos, elogios, flertes, também choros, afliçons. Escrevemos cousas que nom diriamos mas nom dizemos cousas que nom escreveriamos... Mas também escrevemos para esconder cousas que dizemos mas coma quem que nom. Escreve-se bastante, na verdade. Escrevemos notas, listas das compras, sms, blogues, emails, sms... Fala-se menos e para o que se di... Nom se sabe falar, eu ao menos nom. Nom poderia ser profe, inda que quixera. Escrever é bem mais fácil. E desvairar... onde vai!
Escrever nom tem nada. Já falar é outra cousa. Por isso é um repto. Por isso me sai umha trapalhada e/ou me atrapalho, que é mais mais que menos o mesmo. Por isso é o que hai que fazer. Porque escrever é enganar, sem a mais mínima necessidade de mentir (cousa que, por outra parte e desgraciadamente, me resulta dumha dificuldade nojenta e incompreensível). E atrapalhar-se é a vida.

(Eh! O tom nom é apocalíptico, como muito resignado, aborrecido ou neutro. Tranquilo. É o que hai.)

[Imagem]

sábado, 21 de julho de 2007

No fundo, confesso, gosto de estar viva —apesar.
Porque, ás vezes, até a dor tem qualquer cousa de regozijo.
Porque gosto, por exemplo, de dizer "Allora, bambini!" (com pretendido sotaque italiano e carregando no 'l'), de tentar fazer algo coa guitarra e O leaozinho depois de tantos anos, de escrever cousichas no blogue.

Mas, claro, depois está, ai!, o tédio... Eopensarqueamortenomserianadagrave considerando o pouco que tem para oferecer esta cotidianidade presente, para oferecer-nos e para oferecermos.

domingo, 15 de julho de 2007



Necessitaria-se, se quadra, algo em que crer.




[A imagem do mesmo sítio que o outro dia.]
Eu antes estava demasiado ocupada tendo medos e inseguridades e cousas dessas.
Agora, desde que me desfixem deles como um cao molhado que se sacude para secar-se, simplesmente nom tenho nada nada nada em que ocupar-me. Dei-me conta de como nom só nom hai nada especial se nom que tampouco hai nengumha rotina gozosa.
E, confesso, andar a ler Talvez melancolía de Caneiro nom me parece que ajude. (Xosé Carlos parece-me um nome horrível, dito seja de passagem). (Que tem perfeito formato de blog o próprio livro, diga-se de passagem também).

Se quadra, chove mais neste verão intermitente e molho-me outra vez... e estou de novo demasiado ocupada comigo própria e as minhas taras como para pensar no mundo exterior, na realidade vazia, em que nada merece a pena e paro de escrever estúpidos desabafos existenciais. Coma este. Desculpem.



[Imagem, linda, aqui.]

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Vai haver que pensar antes de falar para poder dizer algo com jeito.
Porque dizer parvadas de umha maneira tonta e sem coerência, coesom ou diversas regras do discurso infringidas, francamente, nom é o melhor que se pode fazer para impressionar alguém.
Hoje tivem insónia por primeira vez em anos, bastantes ou até muitos anos em proporçom aos que tenho. Chegou com sede, acordei a meio da noite, e até a manhã. Assi, sem saber nem como nem como nom, passei horas fantasiando, nesse estado entre a vigília e o sono, misturado com momentos de absoluta clareza, que nom lucidez, das quais tenho 1 lembrança grisalha como as posteriores a algumha dessas noites em que o álcool é nevoeiro. Horas em que a ensonhaçom, os desvarios, as mitologias particulares, a fabulaçom e a imaginaçom estéril alcançarom graus e alturas consideráveis.

Isso depois de ser acusada alevosamente, ironias del destino, de dormir de mais.




Mas agora, de manhã, nom tenho tampouco muito sono. É estranho. Estou fresca como umha leituga. Obviamente, nom me erguim às horas que tinha pensado e remoloneei algo, mas tamém nom muito porque tampouco nom podia dormir de manhã.
Desvelada, iluminada, vigiante? (Admitem-se propostas de causas possíveis.)

[Imagem]

sexta-feira, 6 de julho de 2007

1. É óptimo, óptimo de verdade. A sério. Sem ironia.

2. Reparei em que quanto mais posto, menos visitas tenho... Efectivamente, vou-me abster de fazer analogias com relacionamentos de-qualquer-tipo-queremos-lo-que-no-podemos-tener e muito menos de tirar conclusões bizarro-lamurientas e, agora sim, irónicas.

quinta-feira, 5 de julho de 2007


É óptimo ter as tardes inteiras ocupadas de duas trinta a oito trinta porque assi nom notamos que nom temos umha vida.

(Buf, quase me esquece que é interdito ser lastimoso depressivo!)


[Imagem]

terça-feira, 3 de julho de 2007

Resulta que hoje me apetecia postar algo, mas nom sabia o quê nem me ocorria nada, entom decidim ir mirar nos rascunhos de posts que tinha por aí a ver se havia algo que aproveitar ou que me inspirasse... Entom topei cousas que inda podiam ter algum proveito e fago um alevoso copy-paste antológico de cousas que no seu tempo nom postei.

6/06/07


"Como ultimamente, desde hai umhas semanas, hai que viver coa janela aberta, e ainda que nom houvesse sempre fica assi, estou acostumada a ouvir da cafeteria de abaixo as vozes que venhem das senhoras (e os respectivos maridos ás vezes) que passam ali as horas estendidas do cafezinho das 11, o barulho de colheres e pocilhos lavados, as obras, as gaivotas, o vizinho quando mete com admirável mestria de malabarista o coche na garagem, o sapateiro já nom porque se trasladou à sapataria que hai debaixo do arco. Nom sei se será precisamente polas
obras, mas mais ou menos periodicamente passam récuas de rapazes de colégios cos seus correspondentes profes e já ouvim a história da rua do peixe e do antigo porto da boa vila e medievalidades diversas com vários timbres de voz e diferentes muletillas.
Hoje, estava eu por aqui pensando noutras cousas, quando de repente escuito 3 palavras sem contexto nem informaçom suficiente para se saber de que ia o conto, e nom sei se era a voz, a maneira de falar, ou quê mas tinha que tratar-se dum profe. E com efeito."

20/06/07
[...]
"E tudo vai passando e nom se pensa, malamente se sinte, e eu, particularmente, ao mais que chego é a fazer fracos exercícios de estilo enquanto penso que as vossas vidas som umha novela e que as minhas etapas vam passando sem testemunho, nem nada que indique novo circuíto, nem bandeirinha destas de formula um. Isso si, hoje quase me saio co coche numha incorporaçom á autoestrada."

domingo, 1 de julho de 2007

"Life is one fucking beauty contest after another."
(Dwayne, em Little Miss Sunshine.)



Pois resulta ser que também hai cirurgia estética para a cona.
Bom, é lógico pensar que se pode operar qualquer cousa, claro, se che podem meter as mãos no cérebro, que nom se fará!

Mas, caralho, estética para a cona?? Estou indignada. Agora também se hai que preocupar com se temos a perrecha loira, alta, delgada e de olhos azuis?

É que nom podemos ter em paz nengumha parte do corpo?!



Nom investiguei mais nom vaia ser que comprove que a minha nom se corresponde com os cánones estéticos vigentes e juntemos outra cousa á colecçom.



[A imagem tirei-na daqui. É dumha artista chamada Charlotte Criste que tem umha maneira de fazer arte bastante curiosa.]
Dando fé de erratas reparo nestes paradoxos liricamente mnemotécnicos, como notar que o i está ausente em presença e presente em ausência, que quase poderiam ser material para a di versificaçom.


Frio.

Bom, até agora eu algo suspeitava, mas também nom era mui consciente, sobre o assunto esse que todo o mundo tá falando de que o verão foi de férias, mas agora tenho a certeza. Como se nom bastasse a temperatura baixa, as nuvens e a chuva, as minhas gatas estavam sentadas enriba da placa da cozinha, pegadinhas à pota do leite, por entre os lumes (estavam apagados, tranquilos) do fogão.




[Imagem]

sábado, 30 de junho de 2007

Enfim.

As cousas passam. Nom sei mui bem que mais se pode dizer. Andamos polos caminhos, mas mirando um pouco para o céu ou para o chao e o caso é que, quando tal, estás alá e sem volta. E sem saber mui bem como nem que cousas passarom ou deixarom de passar e tudo é nada.



Ainda ontem pensei que é possível que eu, pessoalmente, puidesse ser razoavelmente feliz vivendo completamente alienada. Choio-dormir-choio-dormir e mais nada.
E assi. Também penso que muitas vezes é melhor nom pensar.


Paciência - Lenine

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Messenger.


04/06/2007 23:56:13 Eu: ale, postado

05/06/2007 0:01:41 M: :D

05/06/2007 0:01:47 M: tás feita uma artista

05/06/2007 0:02:11 Eu: hehehehe

05/06/2007 0:02:26 Eu: achas? :$

05/06/2007 0:02:29 Eu: hahahah

05/06/2007 0:08:49 M: acho :P

05/06/2007 0:09:14 Eu: naaaahhh

05/06/2007 0:09:19 Eu: só mo dis para levar-me á cama :P

05/06/2007 0:11:01 M: talvez...

05/06/2007 0:11:16 M: talvez tu só escrevas para que te levem à cama


Oh, será?!



[ ;) Conversa em referência a isto e imagem daqui.]




Ultimamente tenho notado que me fixo mais em carros e em gajas do que em gajos.




Oh, e será que isso quer dizer alguma cousa? :O


[Imagem]

terça-feira, 5 de junho de 2007

Imaginaçom.

Definitivamente, escrevo isto alicatada por nom sei que sensaçom definível nom sem certo esforço, mas com a clarividência de saber que hai algo em ti, si, em ti, que me perturba irremediavelmente. Poida que seja porque me lembras, dumha maneira estúpida e sem especiais razóns aparentes, a certo polvo rápido que me deixou como um envoltório de gelado, lambido, manchado de nata e coa promessa nom dita de que hai mais verao por diante. E nom, porque até devia ser outubro. Passei da curiosidade tranquila á curiosidade fascinada, mas agora hai qualquer cousa parecida de longe co receio que me agarra do braço. Nom sei é por umha cousa ou por qualquer outra. Mas nom quero espreitar mais na tua cama. Talvez porque sei que fixem mal, descobrim um segredo que nom devia e agora o sangue nom dá saído da chave.
É tarde, teria que dormir, mas inquietache-me...


[Imagem]

;)

O nudismo nom se fai, nace-se!!





[Adán e Eva, de Durero]

segunda-feira, 4 de junho de 2007


Hoje, ia caminhando pola ponte de volta à casa, e havia umha brisa leve que nos punha a pele de galinha a mim e mais ao rio. Depois, um algo mais de intensidade, já nos despenteava ante a presência violácea da luz de solpor.
Antes ia por outra ponte, mas desde hai uns dias topei um sítio melhor onde deixar o coche e, como a vida dedica-se ela a oferecer-nos metáforas, agora vou por estoutro caminho.


[Foto encontrada aquí.]

domingo, 3 de junho de 2007

Complexo.




Eu também tenho pensado estes dias que nom, nom, nom, nom quero fazer-me grande (adulta, responsabilizada, coisas). Mete-me medo.
De pequena, chistava-me a história do Peter Pan (a Campanilla, o crocodilo e o Capitán Garfio :D , os nenos perdidos, as sereias! (porque tamém havia sereias, nom havia?) inda que a Wendy sempre me pareceu umha sossa e o Peter Pan himself tampouco grande cousa), que conhecim com um livrinho de Disney, até que lim o livro original, que me horrorizou.
Meteu-me medo, o livro, daquela, a sério. Suponho que nom o entendim ou que nom era o ano adequado (ai, inocente voracidade infantil) e nom sei que seria de mim se o lesse de novo mas tamém nom me apetece especialmente descobri-lo... Deixou-me 1 sensaçom desagradável.

Mas nom, nom quero medrar... Ainda que sei que vou poder voltar, de visita ou em caso de necessidade, nom podo evitar sentir certa opressom no peito, por vezes, quando penso nessa história do ninho...
Suponho-sei que lhe acontecerá a todo o mundo, mas isso nom impede que certa aquosidade latente passe nos olhos por vezes. :)


(Oh, god! Se ainda vai resultar que tamém som humana...)

Contra operaçom.




Se comprar um biquíni é umha tortura, faga nudismo!





[A foto, lindíssima, é da praia de Barra, em Cangas, e encontrei-na aqui.]

sábado, 2 de junho de 2007

Sem dramatismos nem vitimismos, mas:





As feias também temos direito. Ou?





[Imagem, :D ]



sexta-feira, 1 de junho de 2007

Catadura gramatical.

Podia-te ir visitar.
Podia ir-te visitar.
Podia ir visitar-te.
Nom, nom é certo. Nengumha das três é certa. E se mais houvesse, mais mentira seriam tamém.
Creio que os viernes som os piores dias da semana. Mas igual nom o creio e o digo só por provocar.
Ia-me queixar um pouco das liberdades que se toma a vida com essas vacances alargadas que colheu, mas realmente é culpa minha, canso-me de queixar-me e, francamente, autoenganar-se conscientemente nom tem o mesmo efeito.
Se tivesse palavras favoritas, eu que tenho aversom aos favoritos (por aquilo da autoconsciência que supõem), seriam os pronomes. Os pessoais átonos, em particular. E, em geral, qualquer tipo de deíctico.
Pois voltanto á confecçom da receita para a alegria e a sua promoçom em geral, deixo um pouco de cronopiadas cortazarianas por aqui que som santo remédio, oiga!
Mas prometam-me que quando estiverem 'daquela maneira' vai servir de algo. Estamos?



Lo particular y lo universal

Un cronopio iba a lavarse los dientes junto a su balcón, y poseído de una grandísima alegría al ver el sol de la mañana y las hermosas nubes que corrían por el cielo, apretó enormemente el tubo de pasta dentífrico y la pasta empezó a salir en una larga cinta rosa. Después de cubrir su cepillo con una verdadera montaña de pasta, el cronopio se encontró con que le sobraba todavía una cantidad, entonces empezó a sacudir el tubo en la ventana y los pedazos de pasta rosa caían por el balcón a la calle donde varios famas se habían reunido a comentar las novedades municipales. Los pedazos de pasta rosa caían sobre los sombreros de los famas, mientras arriba el cronopio cantaba y se frotaba los dientes lleno de contento. Los famas se indignaron ante esta increíble inconsciencia del cronopio, y decidieron nombrar una delegación para que lo imprecara inmediatamente, con lo cual la delegación formada por tres famas subió a la casa del cronopio y lo increpó, diciéndole así: -Cronopio, has estropeado nuestros sombreros, por lo cual tendrás que pagar. Y después, con mucha más fuerza: -¡Cronopio, no deberías derrochar así la pasta dentífrico!

Historias de cronopios y famas, Julio Cortázar!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Capítulo possível.

Deixa-me.
Deixa-me porque se nom vou-te deixar eu.

E entom vás querer saber por quê... e eu sabes que a ti nom che nego nada.




[Exercício de estilo emocional, em contestaçom a Ne me quitte pas que soava esta manhã enquanto tal e qual e me vestia.]

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Normalmente, a beleza vem por añadidura, sempre depois da necessidade. Buscar a estética pola estética, tem nomseiquê de teoria da arte ou da literatura, de onanismo da percepçom, de pedido da mão aos cánones ou ás geraçons. A cauda do pavão, os contrafortes románicos, as medas nos anelhos, as galerias das casas coas que um se regala quando passa por Melom e tem que reduzir a 50, as rimas inocentemente nemotécnicas das parémias, as mitocôndrias ou o aparelho de Golgi. O outro nom deixam de ser pretensons, caprichos, bombóns belgas... nom?



[Imagem]
Ou será talvez que, no sentido literal e no idiomático, capo e assobio?


Some practitioners of BDSM enjoy switching — playing both dominant and submissive roles, either during a single scene or taking on different roles at different occasions with different partners. A switch will be the top on some occasions and the bottom on other occasions. A switch may be in a relationship with someone of the same primary orientation (two dominants, say), so switching provides each partner with an opportunity to realize his or her unsatisfied BDSM desires with others. Some individuals may switch, but may not identify as a switch because they do so infrequently or only under certain circumstances. Sometimes individuals switch in just physical roles (top and bottom), and sometimes individuals may switch completely in emotional roles (dominant and submissive) as well. Some switches only switch from relationship to relationship and will stay in that role for the duration of the relationship. (Wikipedia)


[Imagem]



Daquela... será a) ou b)?


terça-feira, 29 de maio de 2007

b) Proposta (vertical).







Porque nom deixas
que o meu sorriso inexperiente
assista aos cursos de formaçom
que oferecem as tuas cadeiras?

a) Conselho (publicitário).



Porque nom mandas
o teu sorriso inexperiente
aos cursos de formaçom
que oferecem as minhas cadeiras?

sábado, 26 de maio de 2007

Nunca pensei que me teria que esconder, conscientemente, digo. Pero si. E fai-se-me raro e ia dizer que nom se me dá bem, pero nom, directamente (por umha vez), dá-se-me mal.
E o caso é que som mui despistada e mui pouco consciente e nom tenho completamente interiorizadas as regras sociais. Aprendim hai pouco a dizer "nom, graças" (antes da reforma do 2003, contudo) e por pura imitaçom, por pura ânsia de nom destacar e de fazer como fam as modelos de integraçom, entre outras cousas. Antes dizia "nom" e, se quadra, sorria.

Como todo converso, acabei abusando. E aconteceu o mesmo co de pedir desculpas; nom pedia muito perdom nem nada, suponho que porque nom via por quê. Do das desculpas já me dera conta hai bem tempo, de que me excedo ás vezes, digo; tanto que agora som quase proformas ou até bordões da língua e continuo sem ver realmente a necessidade de tanto dizer "perdom" e, de todos modos, suponho que sempre só foi umha fórmula que fica bem na boca das señoritas bem educadas. Será simples cortesia, nom sei, perguntem-lhe a Leech ou a um desses.

Essa história de acabar abusando tamém nom contribuiu, imagino, para paliar a minha tendência a ter dificuldades em dizer "nom", entre outras cousas [o de dar (revira)voltas para expressar as cousas é marca da casa].

Mas nom é tudo, porque, além de seródia, essa incorporaçom às regras nom escritas da interacçom social mais ou menos ortodoxa foi imperfeita, reduzida a quatro palavrinhas, certos silêncios e pouco mais. Daí, suponho, as vossas, e as minhas, caras de desconcerto às vezes.
Eu, francamente, nom me importo muito, mas claro...

Boh, mas o que eu queria dizer antes de tanta trapalhada (a humildade é tamém algo que aprendim (aprende-se na mesma liçom que a insegurança, já sabem) e no que no fundo nem acredito nem lhe vejo razons) é que agora que me tenho que esconder conscientemente pois nom sei se darei feito porque nom digo as cousas que tocam, nom toco as cousas que digo (isto já é farinha doutro saco) e presumo que optarei por ficar calada, estar mais guapa e ser invisível (umha das minhas especialidades).


A propósito, cansam-se-me com tanta confissom ou tanta espécie de coraçom aberto pataqueiro? :/ Porque eu devo-me ao meu público e se hai que abrir outras cousas, abrem-se ;). [Que sacrificada lhes som! ;P ]




[Imagem topada por polo bloguerio e que casualmente ilustra um:
Oh darling oh don't you, don't confess... I don't wanna know...]

quinta-feira, 24 de maio de 2007


Ultimamente, a vida está rara. Está como ida, como ausente. A saber em que anda pensando, porque argalhar... duvido. Nom me parece que seja o seu estilo. Eu, pola minha parte, ando ao meu, um pouco sem âncora, mas como tampouco tenho vela o ar nom me marea muito. O certo é que a vida mui normal tamém nunca che foi, mas isto de andar na berça... E agora quê? Deveria buscar alguém a quem levar à horta e chamar por ela? Ou será que foi nas Quimbambas? Espero que se tenho que ir atrás dela tivesse a decência de, polo menos, ir até as Caraíbas, Islândia ou que pilhasse o transiberiano.


[Imagem]

terça-feira, 22 de maio de 2007



Como ultimamente parece que ando de confissom em confissom, agora só me queda dizer que como gosto de tronadas!
E todas as pedras molhadas...

[Imagem]

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Os cámbios, os cámbios... sempre dam medo, bem cho sei. A todo o mundo, nom só a mim por ser assi tolinha. A diferença reside na capacidade de adaptar-se, cousa que eu fago lenta e tristemente, como o balor que vai nascendo no pao co tempo e o abandono. E daí essa espécie de angústia estúpida de orfebre crepuscular. Está o dia aos meus pés, para caminhá-lo como erva fresca ou para deitar-se ao sol. E o único que me ocorre é pilhar o coche.
Esta semana já me fum, em certo modo, mas quero ir-me outra vez. E já me queria ir daquela... sempre estamos igual?
Os que se adaptam num plis, coma quem di, tenhem sorte. Os que nom, pois sempre estaremos igual... nom acham?

sábado, 19 de maio de 2007



Já nom é que nom che poida (ou queira) fazer mais.

É que nom tenho nem por que fazer nada.





(Independentemente da necessidade de razons para fazer cousas.)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Necessito ter paciência, armar-me dela, fazer umha coraça com ela, um escudo. Porque assi nom podo. Com certeza é mau para a tensom arterial, o coraçom, essa palavra!, e a saúde cardiovascular em geral. Tenho os anos que tenho e sinto-me como umha velha rosmona. Tudo me parece mal, como se só puidesse disentir e contrariar por natureza. Como se interiorizasse umha caste de inconformismo genérico e irritante, umha atitude iconoclasta malentendida, um comportamento destrutivo, umha conduta passivo-agressiva? Porque eu nom chego a berrar "quem te queira, que te compre" mas ganas nom me faltam e que te ature tua nai. E chego a nom saber se é que nom podo convosco ou nom podo comigo.

Nom o tomem como nada pessoal, estimada plateia. É só que estou farta de estar farta.
Haja pachorra!




[Ilustraçom "Paciência", de Cirilo Quartim, topada aqui.]

terça-feira, 15 de maio de 2007

Rendez-vous.

É que se pode combinar com alguém, a priori ou a posteriori, para algo que nom seja botar um canivete a curto, meio ou longo prazo?



[Imagem]

segunda-feira, 14 de maio de 2007


Pois realmente claro que me creio em possessom da verdade!
E assim, compreendo mas nom comparto.


(O qual é como ter cousa nengumha porque todos sabemos que a verdade nom existe).




Que respeito me teria se nom? ;)
(E colho e actualizo o teste de onte com mais um lema que me esquecera!)
[Imagem]

sábado, 12 de maio de 2007

Tentei fazer-me o aviom, adiar a cousa a ver se nom se notava... Mas se mo pedem assi! Umha tampouco é de pedra. E depois de dous convites formais, nom tenho outro remédio.

Já mostrei algumha vez a minha repulsa ao isso de ter cousas favoritas. Antes era porque simplesmente entre a minha natural falta de critério ponderado moderadamente e o tradicional desleixo e capacidade de andar nas nuves nom me permitiam fazer muito caso a isso das cousas favoritas, mas agora é umha atitude vital e pura ânsia contestatária. De todos modos, tentarei fazer o test, mas que conste que será tudo improvisado e seguramente bastante inexacto. Mira que nom haverá cousas mais interessantes para perguntar!! Tomarei-no como umha oportunidade para ir de guai :P

Cuestionario Proust

O principal rasgo do meu carácter? Nom sei. Ultimamente diria que a irritabilidade, mas nego-me a crer que isso seja o principal... Inda hai pouco me descreverom (na brincadeira, eehh) como mentalmente instável e ninfomaníaca depressiva. O que hai que aturar!!

A calidade que prefiro nun home? Inteligência, sentido do humor, autoconfiança, excentricidade.

A calidade que desexo nunha muller? Inteligência, rebeldia, capacidade crítica, excentricidade, sensualidade.

O que máis aprecio nos meus amigos? Mmmmmmm. A complicidade, rir-me com eles e que nom lhe dêem grande importância às minhas neuras.

O meu principal defecto? Um sentido exagerado do ridículo, que me importo bastante com a imagem que dou.

A miña ocupación preferida? Dormir, hahahaha.

O meu soño de dicha? Liberar-me, alcançar algumha caste de harmonia pessoal.

Cal sería a miña maior desgraza? Dar-me conta de que passou o tempo sem passar nada e nom vivim.

Que quixera ser? Rica!! :P

Onde desexaría vivir? Primeiro andar polo mundo, practicamente qualquer lugar mas se som muitos melhor. Depois, em certa aldeia no Ribeiro, na beira esquerda do Minho. Ou entom nalgumha aldeia da ribeira do Minho (mas no sul, contra a Raia ou por aí: Arbo, Crecente, as Neves, Salvaterra...) ou do Morraço (preferentemente desde onde se veja bem a ria e as Cíes).

A cor que prefiro? As cores queeeeeentes: encarnado, laranja, amarelo, rosa...

A flor que prefiro? Sinceramente, nom tenho reflexionado especialmente sobre flores!! Sabe deus... Ah, já sei! Magnolias! E papoulas.

O paxaro que prefiro? Pois tampouco reflexionei nada sobre páxaros, assi que... assi de repente... por exemplo, o merlo, a garza, as pegas, coitadas.

Os meus autores preferidos en prosa? Pois assi de repente Cortázar! Também Augusto Monterroso. Ou Mia Couto talvez, Eça de Queiroz, Saramago talvez, Luís Bernardo Honwana que escreveu um livro delicioso (Exupéry pola mesma razom entom)...

Os meus poetas preferidos? E assi de repente: Pessoa, Cortázar outra vez, Adília Lopes, Ronseltz...

Os meus heroes de ficción? Calvin e Hobbes!! Tamém o gato com botas de Shrek, hehehe.

As miñas heroínas de ficción? Os seres mitológicos femininos (mouras, deusas... encarnaçons do mal, ciclo vida-morte, practicamente todos eles, mas isso de que sejam de ficçom... :P nom che sei...). Mafalda e os outros. As mulheres guerreiras, como por exemplo as amazonas.

Os meus compositores preferidos? Pois vou-lhe copiar à Aultre e pôr tamém o que ando escuitando ultimamente: Rita Lee, Tom Zé, Ani Difranco, Pastora, Los delinqüentes... Buf, isto de nom ter critério definido dificulta bastante fazer este tipo de testes.

Os meus pintores predilectos? Pois nom tenho. Que vergonha! A ver, assim rapidamente que me venha à cabeça algum... Os desenhadores de pinups (especialmente Duane Bryers, adoro a sua Hilda, recente e deliciosa descoberta)...

Os meus heroes da vida real? A gente da resistência em ditaduras ou similares, os povos indígenas que mantenhem as suas culturas e vivem à margem, as pessoas que som capazes de buscar a liberdade e a harmonia de maneiras pouco ortodoxas, os que sabem que o impossível é o único possível. As mulheres que nom se depilam! As nais.

As miñas heroínas históricas? Maria Balteira, a papisa Joana (seja real ou nom, e também recente descoberta, por sinal), as mulheres que forom capazes de destacar quando e onde era difícil.

Os meus nomes favoritos? Vam ter que valer topónimos: Veighadalém, Barcela, Sibei, Santa Baia, o Penedo do Frade, a Canelha do Forno, Nogheiró, Deva, Portoaughavelha, Rebordecham, Cruxeiras, as Ameixeiras, Covelinho das Laceiras, a Ibia, a Eira da Cobra. Os nomes de meus irmans; Miranda, Hildegart, Baia, Marinha, Sara (nomes com “as”), Ges, Fins, Tiago, Roi/Rui, Marcelo, Mário, Dario, Cástor, Óscar (nomes graves que acabem em –r), Amaro/Mauro.

Que detesto máis que nada?
A deslealdade; que nom se ataquem os problemas de raíz e assi nunca se solucionem as cousas de verdade; a falta de atitude.

Que caracteres históricos desprezo máis? Os maus :P. Os cruéis que gozarom de poder. Mas nom sei se é pior os que se supunha que iam arranjar as cousas e afinal acabarom igual que o que combatiam. Afinal os maus já se sabe o que hai, mas os que se supom que deveriam ser diferentes...

Que feito militar admiro máis? A Revolução dos Cravos.

Que reforma admiro máis? Suponho que ainda está por fazer. Mas a emancipaçom feminina, o laicismo e a liberaçom sexual som um começo.

Que dons naturais quixeras ter? Paciência, valor, equilíbrio, intuiçom e sabedoria. E beleza e atractivo, claro! Nom nos vamos fazer agora as profundas e intelectuais ;)

Como me gustaría morrer? De velha, depois de ter vivido, de morte natural e tranquila.

Estado presente do meu espírito? A vê-las vir.

Feitos que me inspiran máis indulxencia? O que se fai sem querer, sem má intençom ou com boa mas acaba torcendo-se; os que som produto do medo ou para evitar males maiores.

O meu lema? Tudo é simples. Cada um tem direito a estragar a sua vida como queira. Compreendo pero nom comparto.

domingo, 6 de maio de 2007

Inocência 0.

Claro que creio. Ainda que tu aches, penses, julgues, creias que nom creio, claro que creio. Creio em ti como numha flor que se abre diante minha. Creio nisso teu como nalgo inegável, como creio na harmonia do universo, tam inconcebível quanto indiscutível. Creio em ti como na estrutura cristalina que se dá à luz nos cristais de seixo que nascem nos caminhos dos montes lavados da chuva. Creio-te sem pensar, sem questionar-te, como acostumo crer todas as cousas essas. Porque no momento em que o pensasse, iria-me abrumar a impossibilidade. Porque o sei dentro de ti, como as fontes nesses pátios interiores ou os coraçons batendo dentro dos peitos, por isso cho creio, mas nom porque me colha na cabeça, nom porque o ache (fáctivel). Por isso nom necessito provas disso teu indemonstrável que nom cansavas de repetir. Creio-o da mesma maneira institintiva em que balanço, em que vou e venho contigo entre as pernas.


(Imagem)




Eu diria que umha vida começa a perder sentido quando os domingos vam deixando de ter significado.

quinta-feira, 3 de maio de 2007


Eu... encontrei
isto por ... (sem andar à procura de nada conscientemente) e decidim linká-lo... sabe-se lá por quê.



quarta-feira, 25 de abril de 2007

terça-feira, 24 de abril de 2007

Suruba.

Eu como sempre, tarde, mal y a rastras, acabo de topar por casualidade no google umha série de entrevistas feitas pola Besbelhinha a alguns dos do fodemillo e tenho que destacar, sem dúvida, umha frase lapidária de as minhas mulleres:
"Se o isolacionismo é onanismo e o reintegracionismo é orxía supoño que en Galiza temos bilingüismo harmónico."

E será que já sabemos em que barco navegamos e conhecemos o gando co que labramos? ;)


(Mas, enfim, depois disso, acho que nom adianta dissimular... )

segunda-feira, 23 de abril de 2007



...já me farta tanto Abril
e aquilo que não faço.

Espreito por um funil
a promessa de Maio

porque esperar prometido
nessa eu já não caio...


(...)

...Meu Setembro perdido numa esquina que eu roço
e penso em Outubro o menos que posso...

(...)



Uma cantiga de desemprego, Fausto. Podem ler inteiro, ouvir ou descarregar, ou o que mais vos der na telha, aqui. E mais para se ilustrarem por aqui.

Eu estava ouvindo e de repente descobri-me em Abril, o que aí diz. E Maio às portas.



domingo, 22 de abril de 2007

E umha puta na cama.


Eu nom quero ser correctora de provas de imprensa ou o outro,
nem fazer umha tese (nem sequer um TIT), tamém nom quero ser profe;
nom quero fazer nada.


Algum home tradicional que se ofereça a manter-me,
pagar-me os caprichos,
fazer-me filhos e
liar-se de quando em quando coa secretária
para que eu nom tenha remorsos de meter na cama o balbuciante jardineiro que mal acabou o instituto?

quinta-feira, 19 de abril de 2007

De penas.





Namoradíssima do meu edredon. Ai...






terça-feira, 17 de abril de 2007

Desconcertar | v. tr. | v. int. | v. refl. Conjugar


v. tr., fazer perder a boa disposição;
desarmonizar;
desorientar;
desmanchar;
alterar;
transtornar;
v. int., discrepar;
discordar;
não condizer;
v. refl., descompor-se;
perder o aprumo.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Está bien, de acuerdo.

Pois re-tomando a campanha pola alegria, que ficou atrás no tempo mas nom no espírito nem, tudo seja dito, na carne, proponho agora que abram todos todas as janelas e as portas da casa, que se dêem por vencidos ante este sol-de-manhã e chuva-de-tarde destes dias de abril. Por outro lado, Mário é um nome bem bonito.


De vez en cuando la alegría
tira piedritas contra mi ventana
quiere avisarme que esta ahí esperando
pero me siento calmo
casi diría ecuánime
voy a guardar la angustia en un escondite
y luego a tenderme la cara al techo
que es una posición gallarda y cómoda
para filtrar noticias y creerlas
quién sabe dónde quedan mis próximas huellas
ni cuándo mi historia va a ser computada
quién sabe qué consejos voy a inventar aún
y qué atajo hallaré para no seguirlos
está bien no jugaré al desahucio
no tatuaré el recuerdo con olvidos
mucho queda por decir y callar
y también quedan uvas para llenar la boca
esta bien me doy por persuadido
que la alegría no tire mas piedras
abriré la ventana
abriré la ventana.

Mario Benedetti

quarta-feira, 11 de abril de 2007

E mais.

Também estou afeita.
Mas nom por isso me deixa de parecer umha desconsideraçom.



Porque nom me fagas caso.




Nom, nom estou incomodada. Estou indolentemente fodida.





domingo, 8 de abril de 2007

E daí?






Absolutely lurker.












[Foto minha! :D]

sábado, 7 de abril de 2007

Así que nada.

Bueno, bueno, bueno, parece que anda todo o bloguerio rrrrrrrrevolucionado co das Mmmmmúsicas, os actos e as prrrrrrimaveras (grrrrrrr!).
Eu mais que nada é porque o meu carro tem o caralho da rádio escaralhada e como é velhinho nom tem nem para cd's; depois, nos montes comunais ou nom das bisbarras e vizinhanças várias tampouco hai onde enchufar nada que bote música; e, por último, os banhos das discotecas e semelhantes tenhem trilha sonora de seu que nom vou especificar aqui porque é de todos conocida.

domingo, 18 de março de 2007

Filhoas globalizadas.

No Kebab que hai ao ladinho da minha casa:

-Si, mira, queria um kebab desses enrollados?
-De pollo o de cordero?
-De cordero.

O senhorinho anota o que pedim. E eu, nom vaia sê'lo demo, pergunto:

-Ai, e como se di? Durum, nom? Assi para outra vez que pida...

-Si, durum, pero no te preocupes, tu dises enrollado o filloa y sin problema.




[Imagem]
Nom se podem escuitar segundo que músicas do pedro abrunhosa a segundo que horas de um sábado à noite... que se nom, dá no que dá (vide post anterior).


Agarra-me esta noite - Pedro Abrunhosa

A eito.

Eu nom olho. Eu nom vejo. Miro.
Nom está bem utilizar as pessoas e pretender que nos liberem das nossas neuras.
Nom está bem.
Já nom é porque seja ou nom seja umha questom moral. Simplesmente é que nom funciona. Essas cousas nunca funcionam. Acontecem continuamente, continuamente a gente procura salvadores. No trabalho, em cousas, em pessoas sobretudo. Mas a cidade há de ir em ti sempre.
Porque claro que nom só a carne é fraca, também o espírito. (Ai, benditos prozac e valium!)
É um pouco como pedir beijos ou companha dando tiros para o ar. Às apalpadelas, á toa. Outro pouco é outra cousa.

sexta-feira, 16 de março de 2007

O certo é que hai gente a quem se lhe perdoa tudo. Porque se fam querer. Porque sabemos que no fundo som d'oiro, ainda que enferrugem algumha cousa. Mas quere-se-lhes igual, impossível nom o fazer.
O certo, também, é que hai gente que decidimos perdoar-lhes algo. Decidimo-lo, porque compensa. Passamos por riba isso e colhemos o bonito, o que nos vale, o que gostamos. Merece a pena, ao menos para um dia de verão e um passeio pola praia bebendo uma água de coco. E á noite, veremos.
E depois hai quem nom merece a pena, ainda que sejam d'oiro ou de prata, nom compensa, nom sei, nom é nada. Si, si, um pouco, ainda se atura, mas depois cansamo-nos de dissimular e csomeçamos a pensar no sol, no mundo, nas lentelhas do meio dia, que ricas estavam!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Promocionar!

Continuando com a campanha, que emoçom!, deixo por aqui outra musiquinha dessas também que devem fazer parte de qualquer receita para a alegria .


O leãozinho - Caetano Veloso




Caramba, cousa linda!!! :D





[Imagem aqui]

Wondie.




Claro que si, já o sei, claro que som umha mulher maravilhosa!













Mas vou-vos contar um segredo, ao ouvido outra vez, vinde pertinho: no fundo, ninguém quer mulheres maravilhosas.
-Oh!

:P

terça-feira, 13 de março de 2007

Como o mundo é o mundo e a gente é a gente (nois é nois), penso que nom estaria de mais continuar (fazer) a quase campanha de receitas para a alegria (ou contra a tristeza, que parecem antónimos mas nem sempre) encetada uns posts atrás.
Porque às vezes parece que nom se pode ou que nom se deve, que nom está na moda,
que é impossível
ou que é de mau gosto ou
que é interdito ou
que nom é politicamente correcto ou
que é estranho de tão raro
ou então que não é primavera adiantada.



Entom, assi, baixinho, ao ouvido, leiam isto, que conhecem, de certeza:

Defensa de la alegría

Defender la alegría como una trinchera
defenderla del escándalo y la rutina
de la miseria y los miserables
de las ausencias transitorias
y las definitivas

defender la alegría como un principio
defenderla del pasmo y las pesadillas
de los neutrales y de los neutrones
de las dulces infamias
y los graves diagnósticos

defenderla alegría como una bandera
defenderla del rayo y la melancolía
de los ingenuos y de los canallas
de la retórica y los paros cardiacos
de las endemias y las academias

defender la alegría como un destino
defenderla del fuego y de los bomberos
de los suicidas y los homicidas
de las vacaciones y del agobio
de la obligación de estar alegres

defender la alegría como una certeza
defenderla del óxido y la roña
de la famosa pátina del tiempo
del relente y del oportunismo
de los proxenetas de la risa

defender la alegría como un derecho
defenderla de dios y del invierno
de las mayúsculas y de la muerte
de los apellidos y las lástimas
del azar
y también de la alegría.
(M. Benedetti)

quinta-feira, 8 de março de 2007

Está na moda!!


Odiaria o chocolate de tanto (tanto, tanto) que gosto dele se nom o puidesse comer sempre que tivesse vontade.

Como nom ódio o chocolate, vou ter que odiar outra cousa.
:O